E eu com isso?

nivaldoApós escrever sobre a substituição das sacolas plásticas como forma de transportar mercadorias dos estabelecimentos comerciais para as nossas casas, recebi de um amigo e leitor de nossa coluna o link do arquivo de uma cartilha sobre essa questão, produzida pela rede de lojas Walmart, a qual tem o título “Sacolinha – e eu com isso?” e está disponível no sítio eletrônico www.semsacolasplasticas.com.br.

Trago para o conhecimento de nossos leitores algumas informações disponíveis na referida cartilha:

* De acordo com pesquisas realizadas em 2012 pela National Oceanic and Atmospheric Administration (agência do Departamento de Comércio dos Estados Unidos responsável por pesquisas sobre os oceanos e a atmosfera), “170 espécies de animais são afetadas pela ingestão de lixo jogado no mar, principalmente sacolinhas plásticas descartáveis.”;

* As sacolas descartáveis se tornaram um símbolo da necessidade de repensar nossos hábitos de consumo e descarte de resíduos, porque o uso excessivo de sacolas descartáveis leva ao desperdício e reforça a impressão de que os materiais descartados nas mais variadas atividades humanas desaparecem magicamente – mas no meio ambiente não existe ‘jogar fora’, é necessário pensar no destino que se dá a cada resíduo;

* Sacolas plásticas descartadas nas ruas entopem bueiros e são uma das causas de alagamentos e enchentes nas cidades – quando chegam aos córregos e rios aumentam a poluição e a dificuldade para limpeza das águas;                                                                                                                                                                                                                                                                                                

* As sacolas sujam as praias e mares e provocam a morte de peixes e animais que as confundem com alimento;

* As sacolas plásticas são produzidas de matéria-prima virgem, utilizando recursos naturais que poderiam ser poupados, e aumentam o volume de resíduo desnecessário nos Aterros Sanitários, diminuindo sua vida útil;

* Conforme apurado através de uma pesquisa realiza em 2012 pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, parcelas importantes da população brasileira já aderiram ou estão dispostas a aderir à redução do uso de sacolas plásticas descartável – nas cidades onde foram feitas campanhas para reduzir o uso das sacolinhas 76% das pessoas adotaram hábitos no sentido de reduzir o lixo e nas cidades onde não foram feitas campanhas para redução 85% das pessoas estão dispostos a aderir a campanhas pela redução do lixo;

* O Ministério do Meio Ambiente registrou em 2011 que a cada hora eram distribuídas 1,5 milhões de sacolinhas;

* Dados da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) apontam uma tendência à redução da quantidade de sacolas plásticas descartáveis distribuídas gratuitamente – em 2007 foram consumidas 18 bilhões de sacolinhas, total que vem diminuindo a cada ano: 16,4 bilhões em 2008, 15 bilhões em 2009, 14 bilhões em 2010, 13,2 bilhões em 2011, 12 bilhões em 2012. A ABRAS avalia que isso “é consequência das diversas campanhas de educação ambiental realizadas nesse período pelas redes de supermercados e diversos órgãos públicos, entre eles o Ministério do Meio Ambiente, mas é preciso reduzir ainda mais…”;

* O consumo excessivo com descarte inadequado das sacolas plásticas descartáveis é alvo de campanhas e medidas de restrição em todo o mundo – as iniciativas vão desde a proibição da distribuição gratuita até a cobrança de um valor que estimule a redução do consumo. Em um levantamento feito pelo Banco Mundial foram registrados os seguintes exemplos: na Califórnia (EUA), dezenas de cidades proíbem a distribuição gratuita, entre elas São Francisco, que foi a primeira, em 2007; na Alemanha cada sacolinha custa o equivalente a R$ 1, um valor alto que fez com que os consumidores se acostumassem ter as próprias sacolas; a Itália foi o primeiro país que proibiu as sacolinhas, passando a usar sacolas retornáveis e biodegradáveis, sendo estas reutilizadas para o lixo orgânico; na China o consumo chegou a 3 bilhões de sacolas por dia e antes da proibição da distribuição gratuita das sacolinhas, que ocorreu em 2008, já havia uma redução em 60% no consumo delas nos supermercados; na África do Sul um acordo feito em 2002 estipulou a redução do consumo, que era de 8 bilhões por ano, e atualmente os supermercados cobram pelas sacolas;

* A necessidade de usar menos sacolinhas descartáveis é parte do processo de responsabilidade pela destinação correta dos resíduos sólidos, que beneficia a sociedade e preserva o meio ambiente – no texto da cartilha a empresa sugere outras atitudes simples para tornar nossos hábitos mais sustentáveis: usar sacolas retornáveis de tecido, plástico reutilizável ou ráfia; ao fazer compras de carro, transportar as mercadorias em caixas de papelão; ter sempre uma sacolinha para reuso; recusar a sacola plástica descartável; evitar o uso de várias unidades para separar produtos ou para reforçar a embalagem – a melhor opção é usar sacolas reutilizáveis ou caixas de papelão; se for inevitável, usar a sacola plástica descartável no máximo da capacidade e estender a vida útil da sacolinha descartável reutilizando-a o maior número de vezes possível, lembrando ainda que a sacola plástica descartável também é reciclável; utilizar as sacolas de plástico que você já tem em casa para enviar resíduos para a reciclagem (latas, resíduos e papéis), porque na separação ela também poderá ser destinada para a reciclagem.

É isso aí! Com certeza vale a pena repensar nossos hábitos e mudar nossas atitudes para melhorar a qualidade de vida e a relação de cada um de nós com o meio ambiente. Faça você também a sua parte!

Até a próxima!

Nivaldo Ferreira dos Santos, é Mestre em Administração Pública, Professor, Líder Comunitário e Servidor Público

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