Este ano quero paz no meu coração

por José Norberto de Jesus
norbertoQuem venha 2016, com vida nova, novos tempos. Será? Sem ser cético, fico a imaginar a virada do ano que nada mais é do que uma simples mudança de data. Uma troca de folhinha do calendário.

Pode ser mais do que isso, conforme a cultura de um povo. Gostaria, por exemplo, de estar a vivencia um passada de no repleta de novidades boas, de modo a estufar o peito e bradar para todos que sonharam durante 365 dias passados, por esse momento que findou. Que o Brasil zerou a dívida, que quitou a dívida com a África, que não temos mais corrupção, que a viioléncia caiu números irrisórios, que a taxa de desemprego caiu e que as oportunidades de trabalho cresceram, entre outras tantas notícias que ansiam o povo brasileiro.

Mas a sensação de impotência não me permite tal deleite. Principalmente, quando abro a porta de minha casa adentro ao recinto e sinto que o tapete ficou mais gordo. Tinha a esperança de que o Papei Noel fosse passar por aqui e na hora da faxina, pudesse levar para bem longe, o lixo jogado para debaixo dele.

Ledo engano. Não adianta praticar o 5 “S” ou outros mais inventados, se a mudança não ocorrer no interior de cada um e mais: exercitada na prática. Do contrário, por onde andei, tive uma clara certeza de que não vivemos um país de crise e que a palavra seriedade sumiu do dicionário de Português.

Haja vista, o tanto de garrafas de bebidas tombadas de marcas variadas, em meio às carnes defloradas literalmente, lembrando Baco, pois, o prazer e a orgia, invadiram a ´carne´. Elas são comidas cruas ou assadas inerente a origem ou classificação.

Aliás, as carnes virgens defloradas continuam moças e é provável que no dia dia seguinte, lavadas e higienizadas estejam prontas para o próximo comes e bebes, sejam elas de qualquer cor. As outras, assadas com bom tempero ganham um pouco a mais de essência para serem saboreadas com pompa no começo, para no final serem comidas de qualquer modo, sem qualquer ritual.

Afinal, até passado o sábado de Aleluia, estamos em festa. É bom que se diga, que só a partir desta data, o país é levado a sério. Portanto, se há crise, o povo brasileiro não se deu conta dela.

Por aqui, a cultura tupiniquim não vive a cultura ocidental e nem a mesma relevância. Isto não significa que eu seja um desesperançoso. É só um ponto de vista. Significa somente que hoje é apenas mais um dia associado a outro, embora muitos necessitem desse empurrão para seguir em frente.

Vamos à luta por um Brasil mais igual, com menos corrupção, menos violência, mais paz e amor.

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