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Amigo – comum de dois gêneros

Quando eu digo que essa expressão está em extinção não é à toa. Morrer um parente da gente já sentimos um bocado. Mas quando perdemos um amigo, é foda. Se, por um lado, os parentes mais próximos são os que mais sofrem imagine os amigos do amigo. Caro Bispo, duas grandes perdas no universo da negritude. Não convivi com nenhum dos dois, mas nem era preciso para compreender a extensão de valor de cada um.

Lembro-me da música do Milton Nascimento e da repercussão que ela trouxe à época. Hoje com o crescimento exacerbado do mercantilismo, percebo que até o amigo fugiu da prateleira. Coisa rara ouvir falar de amigo (s). E aqueles que sobraram e estão a caminho do asilo ou museu, precisamos realmente intensificar a convivência com ele (s), sob o risco de perdê-lo (s) na próxima esquina.

Ah! Se o nosso amigo é também nosso herói a dor da perda redobra, pois é duro conviver apenas com a lembrança dos bons momentos. Parafraseando Iris Amâncio lá em sua terra  terra natal Muriaé: Vida que pulsa… nessa terra que exala o estrume renhido do sangue verdido do negro na resistência pela  liberdade negada e imposta a uma condição subhumana. Ainda que a dor fale mais alta, há sempre o lugar maior para a mãe África.

 

Ator Antônio Pompêo é encontrado morto no Rio

Pompeu e zezeO ator Antônio Pompêo foi encontrado morto nesta terça-feira (5) em sua casa, em Guaratiba, em Zona Oeste do Rio. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que estava no local por volta das 17h para a ocorrência. O ator e artista plástico tinha 62 anos, e as causas da morte ainda não foram divulgadas.

Nascido na cidade de São José do Rio Pardo, em São Paulo, Antônio participou de produções no cinema como “Xica da Silva” e “O cortiço”.

Atuou também em novelas da Globo como “O Rei do Gado”, “A viagem”, “Pecado capital”, “Mulheres de areia”, “A casa das sete mulheres”, “Pedra sobre pedra” e “Fera ferida”. Seu início na TV foi em “A Moreninha”, em 1975.

Pompêo também atuou em novelas da extinta TV Manchete, como “Kananga do Japão” e “A história de Ana Raio e Zé Trovão”. Seu último trabalho na televisão foi na novela “Balacobaco”, da Record, em 2012.

O samba, o Carnaval e a cultura negra do Rio Grande do Sul perderam uma de suas referências. Morreu nesta terça-feira, aos 82 anos, Nilo Alberto Feijó, vítima de três infartos do miocárdio.

 

Quem foi Nilo Feijó

O samba, o Carnaval e a cultura negra do Rio Grande do Sul perderam uma de suas referências. Morreu nesta terça-feira, aos 82 anos, Nilo Alberto Feijó, vítima de três infartos do miocárdio.

No Carnaval de Porto Alegre, Nilo Feijó, entre outros funções, foi compositor de sambas e marchas. Entre as entidades que desfilaram com suas composições estão a Acadêmicos da Orgia, Imperadores do Samba e, principalmente, Trevo de Ouro. Como dirigente, Nilo Feijó por mais de duas décadas fez parte da diretoria da Associação Satélite Prontidão, entidade centenária criada em 1902 por ex-escravos, da qual era o atual presidente.

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