Feira Livre aguarda novo local

Nivaldo Ferreira dos Santos*

Entre os vários projetos que foram interrompidos, paralisados ou tiveram seu ritmo reduzido nos últimos tempos em Itabira, lembramos hoje a construção do novo local para funcionamento da Feira Livre dos Produtores Rurais, que acontece todo sábado – durante muitos anos a Feira Livre, também conhecida como “Feirinha”, foi realizada ao lado da Estação Rodoviária ou em frente ao Mercado Municipal “Caio Martins da Costa”, sendo levada posteriormente para a Avenida Duque de Caxias, onde funcionou durante alguns anos no quarteirão onde fica a antiga Estação Ferroviária, em cujo prédio funciona a unidade itabirana da Uaitec, no imóvel número 1240 desta avenida. É importante lembrar também que neste último local ocorriam muitas reclamações de moradores, comerciantes e até usuários da própria Feira Livre, devido principalmente a problemas relacionados ao trânsito naquele local, o que levou à mudança da “Feirinha” para o lado oposto do Bairro Esplanada da Estação, na mesma Avenida Duque de Caxias, no quarteirão próximo à Rua Salvino Pascoal do Patrocínio, ao lado do local onde foram iniciadas as obras do novo espaço onde deveria funcionar a Feira Livre, obras essas que até o momento não foram concluídas e entregues aos feirantes e à comunidade.

O projeto do novo espaço, cujas obras estão inacabadas, prevê o funcionamento de um número bem maior de barracas, além de um ambiente para apresentações culturais, local para guardar barracas e outros materiais, banheiros para os feirantes e usuários e outras melhorias, em especial a retirada das barracas do meio da rua, onde elas precisam ser montadas e desmontadas a cada vez que a Feira Livre é realizada – no novo local a Associação dos Feirantes pretendia viabilizar até mesmo o funcionamento da “Feirinha” em mais dias a cada semana, já que não seria necessário interromper nem alterar o trânsito da rua ali existente.

Na última vez que foram divulgadas informações a respeito dessa obra, a previsão era de que o local seria liberado para ser utilizado no mês de março de 2018. E, conforme comentário de frequentadores da Feira Livre, com quem conversei recentemente, “há uma grande expectativa pela conclusão dessa obra para trazer as melhorias esperadas para toda a comunidade, em especial os feirantes, seus clientes e os motoristas que precisam alterar seus trajetos todo sábado ou em outros dias nos quais são realizados eventos no mesmo local onde a ‘Feirinha’ funciona atualmente”.

Com a palavra, os responsáveis pelas obras no local. Até a próxima!

PLANO DIRETOR

Recebi recentemente mais uma contribuição do nosso amigo e leitor José da Costa Dias, o Zezito, do Centro. Desta vez ele lembrou sobre a importância do processo de revisão do Plano Diretor do Município de Itabira, que foi concluído em 2016 – é bom salientar que o Plano Diretor elaborado em 2006 previa em seu texto que a revisão deveria acontecer em “até cinco anos”, ou seja, esse processo deveria ter sido realizado cinco anos antes, mas só ocorreu depois de muita insistência de algumas lideranças da comunidade, entre elas o próprio Zezito.

Zezito lembra em seu texto que uma das entidades mais persistentes nessa discussão foi a Interassociação, que discutiu em várias de suas reuniões grande parte das alterações desejadas pela comunidade e definiu a necessidade de Revisão do Plano Diretor como uma das prioridades dos trabalhos da entidade alguns anos atrás, em reunião onde estavam presentes a psicóloga Patrícia Pires Alvarenga e outras lideranças da região central de Itabira, além de dezenas de representantes de vários bairros e comunidades rurais do nosso município.

Além das lideranças comunitárias, ele cita e comenta sobre a atuação de funcionários públicos de carreira, em especial engenheiros e arquitetos, que orientaram e lideraram grande parte das discussões, como Dartison da Piedade Fonseca, Patrícia de Castro Ferreira, Jorge Martins Borges, Júlio César Moreira Pessoa, Elísio Marcos Costa Silva, Carlos Humberto de Oliveira Cruz, Domício Carlos Bragança Guerra, Maria Auxiliadora Silva Matoso, Altamir José de Barros, Antônio Carlos Alvim de Figueiredo e Gláucia Emiliano Oliveira.

Apesar de destacar a importância da revisão realizada no Plano Diretor de Itabira, Zezito lamenta que não tenha sido contemplada a previsão do embutimento das instalações elétricas no Centro Histórico e mais incentivos para desenvolver a zona rural do município de forma responsável e sustentável e afirma esperar que nos próximos anos essas questões sejam incluídas de forma mais clara no planejamento municipal. E conclui seu texto lembrando também a equipe da Fundação João Pinheiro, que coordenou a elaboração do Plano Diretor aprovado em 2006, e os consultores da Fundação Israel Pinheiro, que coordenou a revisão concluída em 2016.

Mais uma vez, agradecemos a participação do Zezito em nossa coluna e esperamos que suas sugestões, assim como as de outros cidadãos e líderes da nossa comunidade, sejam ouvidas e colocadas em prática pelos nossos legisladores e pelo Poder Executivo Municipal.

E por falar no Plano Diretor do Município de Itabira, já passou mais de um ano desde a conclusão do processo de Revisão dessa importante lei e várias ações ali previstas também estão ficando “esquecidas”. Alguns cidadãos consideram que uma das dificuldades é a falta de funcionamento efetivo do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano, ou “Conselho da Cidade”, que deveria ser o “guardião do Plano Diretor” e acompanhar a execução dessas para viabilizar o planejamento adequado do crescimento e do desenvolvimento do nosso município. Esperamos que nossas autoridades dêem atenção a isso e coloquem em prática o Plano Diretor Municipal aprovado em 2016… Até breve!

* Nivaldo Ferreira dos Santos é Mestre em Administração Pública, Professor, Líder Comunitário e Servidor Público* 

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