Obra de interligação: Itabira terá mais de 90% do esgoto tratado

Uma importante obra foi iniciada na última quarta-feira (2), no bairro Gianetti, pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Itabira que, até o final do ano, investirá cerca de R$ 800 mil para ampliar o tratamento de esgoto no município.

Para tratar mais de 90% do esgoto, conforme explicação de Leonardo Ferreira Lopes, diretor-presidente do Saae, é necessário interligar as redes, desde sempre separadas pela ferrovia. “A ferrovia formou uma barreira, temos esgoto à direita e à esquerda. Então, licitamos uma empresa para fazer essa travessia”.

O serviço será executado por meio de túneis. “Não é um método destrutivo, onde uma máquina precisaria danificar a ferrovia para unir as redes. Serão pequenas perfurações”, afirmou Leonardo Lopes. Ainda segundo ele, no total serão 10 travessias até outubro deste ano, começando pela região do Gianetti, seguindo para os bairros Colina da Praia, São Bento, Amazonas, São Marcos, Major Lage, Vila Santa Rosa, São Geraldo, São Cristóvão e Juca Rosa. Depois de finalizados os túneis, o Saae executará outros serviços, em ambos os lados da ferrovia, para a conclusão da obra.

“Então, Itabira terá um tratamento de esgoto, que hoje é de 44%, próximo a 92%.”, destacou o diretor-presidente da autarquia. Leonardo Lopes ressaltou ainda o “grande impacto” desta obra para o município, já que, segundo ele, “são pouquíssimas cidades do Brasil que contam com essa porcentagem de esgoto tratado”.

Mais serviço

Com o objetivo de diminuir os rompimentos das tubulações, o Saae investiu no último mês, cerca de R$ 100 mil na compra de 10 válvulas de redução de pressão. Três peças já foram instaladas nos bairros Juca Batista, Esplanada da Estação (rotatória da avenida Mauro Ribeiro com rua Prefeito Virgilino Quintão) e Ribeira de Baixo. Outras unidades serão colocadas, em breve, no bairro Praia e na rua das Margaridas.

Com isso, segundo Leonardo Lopes, a pressão será reduzida nos canos para evitar estragos e, “consequentemente, não teremos que fazer reparos, o abastecimento será contínuo e ainda diminuiremos o desperdício de água”, avaliou.

Até a compra das novas válvulas o Saae contava com apenas três que, de acordo com o diretor-presidente, não receberam vistorias nos últimos anos. “A primeira foi instalada há 30 anos no Juca Batista e nunca passou por manutenção. Então, ela já não funcionava”, explicou Leonardo que acrescentou ainda, a origem dos recursos para as novas válvulas. “Compramos com a arrecadação do fundo de perda, que são aqueles centavos que contribuímos mensalmente na conta de água”.

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