Gestão de áreas verdes e da água

Nivaldo Ferreira dos Santos*

Dentre os vários temas discutidos no Seminário Internacional “Compartilhando águas: do local ao global”, realizado pelo Instituto Espinhaço no município de Ipatinga nos dias 20 e 21 de fevereiro de 2018, hoje venho trazer ao conhecimento à reflexão de nossos leitores e nossas leitoras a questão apresentada na palestra “Visões Estratégicas sobre Água e Desenvolvimento Sustentável”, que foi proferida por Pedro Luiz Ribeiro, representante da empresa Usiminas:

* Ele iniciou sua fala afirmando que a Usiminas tem como um de seus principais valores a busca por eficiência e produtividade e há muitos anos se preocupa com os impactos ambientais de suas atividades, motivo pelo qual buscou a certificação ISO 14.000 e mantém ações de Educação Ambiental desde 1984, há mais de trinta anos;

* Em relação à Gestão de Áreas Verdes, o representante da Usiminas destacou que: a empresa mantém espaços e estruturas que garantem a produção e plantio de 250000 (duzentas e cinquenta mil) mudas de árvores por ano; já foram recuperados pela empresa cerca de 22 km de extensão de matas ciliares, às margens de cursos d’água da região onde ela atua; a empresa mantém uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), na qual está inserido o Parque Zoo-Botânico, com área total de 249 hectares; a empresa mantém cerca de 734 hectares de bosques urbanos; Por meio do Programa “Caminhos do Vale”, premiado internacionalmente, é doado às prefeituras da região um tipo de agregado siderúrgico usado na pavimentação de estradas rurais e, em contrapartida, as prefeituras também realizam ações ambientais;

* A respeito do Sistema de Água e Efluentes, ele destacou que: a empresa mantém a Lagoa da Anta, com cerca de 1,2 milhões de metros cúbicos de água, sendo parte dessa água utilizada para tratamentos e recirculação na usina e em outras estruturas da área de produção, onde são usados aproximadamente 1700 metros cúbicos por minuto; em 2017 cerca de 95% da água utilizada pela empresa foi reaproveitada através de 23 centros de recirculação, permitindo a redução de 45% da captação de água nova; a empresa contribui com a arrecadação de recursos a serem usados pelos órgãos ambientais e pelos comitês de bacias hidrográficas, por meio do pagamento pelo uso da água; o grande desafio deste sistema é garantir quantidade e qualidade adequadas de água, através da maximização do Índice de Recirculação e da identificação e disponibilização de alternativas para abastecimento; o sistema atua com três pilares: Regular o uso, Recuperar e Preservar.

Por meio das informações apresentadas na palestra do representante da Usiminas é possível observar que as empresas podem (e devem) contribuir, e muito, para garantir a disponibilidade de água, a gestão de áreas de preservação florestal e as bases para o desenvolvimento ambiental sustentável de nossos municípios. Esperamos que o trabalho dessa empresa tenha continuidade e que todas as demais empresas procurem contribuir efetivamente com ações de responsabilidade ambiental, principalmente no que se refere à preservação e à gestão de nossas áreas de preservação e de nossas águas.

18 ANOS

No dia 18 de maio de 2018 foi o aniversário de 18 (dezoito) anos da Licença de Operação Corretiva (LOC) do “Complexo Minerário de Itabira”, concedida à mineradora Vale S/A, que naquela época ainda se chamava Companhia Vale do Rio Doce. Algumas pessoas da comunidade de Itabira, ativistas ambientais, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, integrantes do Codema e profissionais da imprensa local buscam informações sobre a execução das condicionantes da LOC (2 condicionantes gerais e 52 específicas), principalmente as condicionantes específicas de números 1, 12.A e 37, que se referem, respectivamente, a: implantação do Aterro Sanitário de Itabira e estudo de viabilidade técnica e econômica da implantação da Central de Resíduos de Itabira; ações de médio e longo prazo para garantir o sistema de abastecimento de água de Itabira; e áreas de preservação para compensação ambiental.

Em setembro de 2012 o COPAM – Conselho de Política Ambiental do Estado de Minas Gerais, órgão responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento, emitiu um Parecer no qual as condicionantes foram classificadas como “cumpridas”, “não cumpridas” ou “parcialmente cumpridas”.

Os interessados em saber mais a esse respeito podem obter cópia desse Parecer na internet, na página http://www.reunioes.semad.mg.gov.br/down.asp?x_caminho=reunioes/sistema/arquivos/material/&x_nome=Item_9.1._Vale_S.A.pdf, buscar informações mais detalhadas junto aos órgãos ambientais ou entrar em contato com a própria empresa.

COMUNIDADE EM AÇÃO

No dia 1º de julho de 2018 foi realizada a reunião mensal da Interassociação com representantes de Associações de Moradores, conselhos municipais e outras entidades da comunidade de Itabira.

Entre os assuntos discutidos, destacamos a preparação para a comemoração do Dia Municipal do Líder Comunitário, que será lembrado em uma cerimônia a ser realizada no dia 5 de agosto, a partir das 9 horas, na sede própria da Interassociação, localizada à Avenida Duque de Caxias, 980 – Esplanada da Estação – Itabira/MG. Neste evento serão homenageadas pessoas que se destacaram nos trabalhos comunitários nos últimos 12 meses, cujos nomes serão definidos pela Interassociação, em conjunto com as associações de moradores. Participem!

Para saber mais, entre em contato com a diretoria da Interassociação pelo telefone (31)3834-0874.

* Nivaldo Ferreira dos Santos é Mestre em Administração Pública, Professor, Líder Comunitário e Servidor Público

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