Escolas E.E. Marciana Magalhães e Leonora, realizam Semana da Consciência Negra

Eventos movimentaram a semana de comemoração do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

As Escolas Estadual Marciana Magalhães (Bairro Gabiroba) e Dona Eleonora Nunes (Areão), comemoraram a Semana da Consciência Negra. O eventos movimentaram os corredores das duas escolas, envolvendo diretoria, corpo docente e os alunos que tiveram uma semana cheia de afazeres para valorizar a data, marco da resistência do povo negro.

 

Atividades

Na escola Marciana Magalhães a Semana foi marcada pelos eventos: Roda de Conversa, Desfile da Beleza Negra, um Mural destacando modelitos com destaque o estilo de cabelo “black”, que vem mudando o comportamento e a autoestima e das mulheres e dos rapazes.

Outro momento expressivo foi o desfile que mexeu com o alunato, que se viu representado pelos alunos que deixaram a vergonha de lado e mostraram a beleza interna de cada modelo desfilante (adolescentes dos dois sexos), mostrando que o bairro tem muita beleza de sobra, para ser mostrada.

As atividades nas salas de aula, gerou um belo quadro pictórico com os desenhos que estão expostos no pátio para serem admirados pelos alunos, aberto ao público.

O encerramento das apresentações foi marcada com a Roda de Conversa que teve a participação do ativista negro, José Norberto, membro da UNEGRO – União de Negros Pela Igualdade – e do professor da UNIFEI, João Luca. Norberto destacou a importância da Lei 10.639 que legitimou o Dia 20 de Novembro, considerado Dia da Consciência Negra e a importância das “Cotas” como instrumento reparador e que tem contribuído para promover o acesso dos negros nas universidades e faculdades, com o propósito de transformar o meio, num cenário multicolorido. “Afinal, uma das maneiras mais potenciais de trabalhar a Semana da Consciência Negra, é a de utilizar a Escola como instrumento de aproximação, aglutinação e valorização do alunato, pois,  a maioria dos alunos são desse bairro”.

 

Escola Eleonora não fica para trás

Na escola Leonora, as atividades aconteceram na parte da manhã, do dia 26 de novembro, onde o cenário utilizado foi pátio para receber os convidados: alunos e palestrantes. , onde participativo dos alunos não foi diferente. A data tem movido todas as escolas da rede municipal e estadual. O que vale é a criatividade e empenho dos alunos, que têm o acompanhamento dos professores e supervisores. Diga-se de passagem, professora Margareth Andrade vem, por onde tem passado, valorizado a cultura afro-brasileira. É dela o convite ao MC Renato Araújo, ao multimídia Alexandre Lenon e a mim, para participamos do evento que eles realizaram nesse dia.

A Margareth explicou que o evento realizado hoje, é fruto de um trabalho coletivo entre a escola, através dos docentes, supervisores e dos alunos que se dispuseram a sentar, pensar e organizar as atividades que pudessem ser traduzidas nos diversos murais que resultaram neste esforço cultural. Embora no próximo ano, ela talvez nem esteja nessa escola, mas, com seu otimismo e incentivo aos alunos, já pensa que no próximo ano, a SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA que deverá ter outras e novas intervenções, a exemplo de apresentações de capoeira, palestras, oficinas, além da Roda de Conversa de participações de MC´s.

Por último, José Norberto, dissertou falando das Cotas e justificou a data da Consciência Negra através da legalidade instituída pela Lei Federal 10.639 de março de 2003, que tornou-se obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira nas escolas e a criação do Dia 20 de Novembro, como sendo o Dia da Consciência Negra.  

A nossa participação neste e no evento anterior demonstra o compromisso com o conhecimento e a busca da igualdade, através dos ensinamentos adquiridos nas escolas, que estão sempre abertas a novos projetos:

– “Enfim, para finalizar, concluo dizendo que muitos dos alunos das escolas já ouviram falar ou, no futuro, poderão vir a frequentar grupos culturais com esse viés temático que insere africanidade e a Semana da Consciência Negra como uma maneira importante de integrar os alunos à sociedade, pois gera uma reflexão sobre o tema, e os preparam para melhor lidar com a realidade que estarão envolvidos daqui para frente”. 

Redação: José Norberto de Jesus – Ativista do Movimento – Unegro.

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