Analisando o Processo Democrático Made in USA

Por Veladimir Romano

O incrível às vezes acontece quando nos sonhos, uns encontram o caminho e outros o pesadelo. O choque veio do fundo esburacado mais negro colocado no canto cósmico da política norte-americana; quando maioria graúda pensou pelas sondagens divulgadas ao longo dos dezasseis (16) longos meses que durou esta campanha para a Presidência dos EUA: do mal a melhor, Hillary Clinton seria a vencedora natural de todo o processo.

No complexo regime eleitoral dos norte-americanos instalados com padrões viciados e disputados em força máxima apenas entre dois (2) partidos dominantes quando existem oficialmente registados/registrados atualmente oito (8)) partidos nacionais, mal o mundo se deu conta dos três (3) outros candidatos na corrida. Uma ecologista Jill Stein e mais dois (2) independentes: Gary Johnson do Partido Libertário e Evan McCullin, do Partido da Constituição. Alguém se lembrou deles? Certamente a Imprensa, não!

Tempo velho já lá vai quando a vida americana ao chegarem eleições, tinham 93 partidos, sendo o mais antigo fundado em 1789, do Partido Federalista que terminou no ano de 1820. Em 1991, nasceu o ainda resistente Partido Verdes. No entanto, o Partido Comunista nasceu em 1919; mais antigo é o Partido Socialista Operário que apareceu em 1876. O Partido Democrata em 1828 e depois no ano de 1854, o Partido Republicano. Mas em 1959, nascia o Partido Nazi Americano.

Numa terra dita de liberdade e abertura, poucos são aqueles que desejam discutir o doentio domínio do azedo Tea Party em 2009 dentro do próprio e histórico Partido Republicano, sustentado embora por 10% destes membros e por 30% dos outros norte-americanos eleitores, ditando regras saudosistas com sabor a termo colonial, encantando os mais conservadores, falsos moralistas, xenófobos, apaniguados da ideia extremada como subversiva amante de tudo o que vem no cardápio de extrema direita.

Na distância deste tempo completamente louco, analisamos a prestação muito determinada numa mudança séria e apelativa no seu pleno direito a reformas acentuadas em favor duma USA mais civilizada, solidária e social, reencontramos no candidato independente mas na lista dos democratas: Bernie Senders (75 anos), homem ideal, comedido, equilibrado, inteligente, campeão dos Direitos Civis, voluntário da Liga Socialista, um dos melhores perfeitos dos EUA, governador e senador pelo Estado de Vermont, aquele que conseguiu o melhor estatuto na qualidade de vida, graças ao empenhamento e dedicação de serviço público de Bernie Sanders, perdendo a conselho da elite do Partido Democrata para Hillary Clinton a campanha final.

Agora, com a vitória surpreendente do homem plastificado e de aspecto virtual, feito primeiro bilionário assumindo ordens de estadista, Paul Krugman, Prémio/Prêmio Nobel da Economia (2008), fala do seu conterrâneo com pavor, dizendo que a vitória de Donald John Trump, pode significar “recessão global… Foi esta eleição um desastre sem fim à vista… Tudo terminou numa noite assustadora…”; e, mais adiante na sua entrevista ao Daily Mail de Londres, afirma ser este bilionário-presidente um “manipulador de eleições”.

No dia seguinte ainda na ressaca absoluta das eleições, o famoso Washington Post, faz extenso relato dos custos bárbaros da campanha. O representante dos republicanos, da sua conta somam 795 milhões de dólares (mais de 2 bilhões de reais) de gasto; enquanto a candidata dos democratas, a numeração sobe ao céu com 1.3 bilhão de dólares (quase 4 bilhões de reais). No entanto, longe daquilo que Barack Obama e John McCain gastaram na campanha de 2008, com um custo de 3.14bilhões de dólares (9.42bilhões de reais).

Numa bem curta faísca presando análise sobre este clima político quente na beira outonal, o processo eleitoral norte-americano, tal como tantos outros, precisa mais do que análise; antes precisão reformista porque a democracia é coisa que já todo o mundo viu, ser frágil e alérgica a manipuladores da consciência dos demais nas custas do populismo barato, sem destino.

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