Ausência de compromisso ambiental

Por Veladimir Romano
A cada cúpula, líderes de todo o mundo manifestam seus delírios, fantasias, covardia amortalhada, embaraços aos quais, sendo eles atores diretos da situação fragilizada do planeta, continuam olhando o céu, assobiando e cantando ao Clima.A última reunião de Nova York com o apadrinhamento da Organização das Nações Unidas, alguns dos responsáveis encheram a cara, novamente, tão igual a outras ocasiões, discursando o acostumado chorincar de palavras favoráveis, mas vazias e sem nexo, deixando cair realidades e obrigações, perdendo nessa boa presença uma abertura em favor do benefício ecológico, de tão necessitado que anda o planeta de bons, dedicados e afetivos abonadores.

Analisando aos valores ambientais (bom não esquecer que o Brasil, país provocador desta discussão, não assinou o “Protocolo de Nagoya” de 2010); evitando assumir compromissos, surpreende pela negativa a sua falta de ação e pouco esclarecimento daqueles que ainda não compreenderam as mais valias duma economia amplamente ecológica. A megadiversidade brasileira é única e exclusiva em fauna e flora. Assim, difícil fica entender a estratégia dos responsáveis perante um protocolo que visa regular recursos genéticos, proteger espécies e demais recursos, apontando a partilha, benefícios gerais e uma conservação sustentável.

Com a diversidade única e múltiplas capacidades do território brasileiro, o futuro duma economia totalmente certificada pela ecologia, acrescenta aumento de oportunidades; assim, o Brasil, sendo capaz de criar talentos, desenvolver estratégias, marcando valores, compreendendo a dinâmica ambiental, de caminhos inovadores capazes de orientar o planeta em outras posições mais lucrativas, igualmente a nível global.

Não faltam conteúdos de riqueza filosófica da troca moderna do pensamento como aliança de recursos, fazendo da nação brasileira desde logo um líder nato no contexto mundial; podendo assim manter e avultar maiores garantias a uma política universal sobre o patrimônio de todos. Contudo, será necessário, obrigatório em primeiro lugar, que seja o próprio Brasil a compreender das suas vantagens em relação ao mundo, para desta forma criar esses ricos conteúdos.

Políticas sérias precisam sérios candidatos e esclarecidos; porque não sábios pelo seu manifesto; se reclama à máxima transparência, dedicação total, ainda que tenham de aprender o B+A+Bá, do conhecimento por onde segredos naturais mantidos na margem ecológica, puxam pelo cuidado aturado de todas as atenções e sensibilidade.
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Será bom, útil e reservado, o empenhamento favorecendo economias futuristas dedicadas à transformação sustentável. O futuro está já marcado com essa direção, falta aos responsáveis das elites políticas e comandantes das nações, estabelecer a meta urgente da transparência favorável a outras realidades tão evidentes a uns, não se compreende que não sejam a outros.

O Ambiente sendo de todos, não poderá caber mais a uns do que a outros nos termos da responsabilidade, mas naturalmente, o do crédito e do desenvolvimento, uns quantos certamente, terão a dianteira em relação a tantos que do pouco recebido pela dádiva natural da sua geografia, logo saberão.

Que fique pelo menos alguma esperança na próxima equipe ocupando o Planalto, capaz de pensar em novas estratégias ambientais de maiores valores igualmente iluminadas numa verdade próxima, como essa luz que o Brasil traz escondida iludindo a sua própria liderança possível de mudar o mundo a melhor. É somente acreditar…

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