Campanha educativa todo dia

joseluizaraujoA população brasileira mudou pra cidade e ainda não desenvolveu o senso comunitário em relação à vida urbana. Ainda não percebeu que viver na cidade implica, necessariamente, ter um vizinho. Ela não consegue ver sob a ótica do outro. Isto é normal no Brasil com seu sistema educacional ultrapassado e extremamente desgastado. Hoje, a noção do que é público e de outros valores está perdida. Isto poderia ser ensinado na escola, mas não. Porém, se mudarmos agora – e mudarmos com qualidade – daqui a vinte anos as crianças irão para a escola já com esta noção.

Mas não dá pra esperar vinte anos. Para hoje, a melhor solução está na realização de campanhas educativas. Elas informam e esclarecem a população sobre seus direitos e deveres. E podem trazer efeitos imediatos, desde que sejam transparentes, inteligentes, honestas, didáticas, de comunicação clara. Que sejam frequentes, uma após outra, maciçamente, diariamente – isso mesmo, 365 dias por ano. Sobre os mais diversos temas. Que tirem proveito de aspectos sazonais, de segmentos sociais – empresários, estudantes, pedestres, motoristas, donas de casa, etc. Em bairros ou pontos específicos – o que valeria, aí, até o carro de som, que aproveitaria para informar que o carro de som só vale para utilidade pública e que há outros meios para a propaganda comercial.

Quando é que vamos fazer uma comunicação de qualidade? Quando é que vamos parar de fazer discurso e gastar dinheiro com propaganda malfeita, mal planejada, duvidosa e até enganosa que temos visto há anos?

 

 

Oops! Cuidado com o improviso!

 

O prefeito Damon, em entrevista ao vivo na rádio 93 (03/02/14), disse que ia copiar dois artigos do Plano Diretor de Pará de Minas, que tratam do cercamento dos lotes vagos e da construção de passeios. Não há necessidade. A Lei Municipal 1.972/78 já trata disso há 35 anos. Artigos 130 e 131 do Código de Posturas de Itabira.

Esta foi uma comunicação de improviso, portanto, malfeita.

Nada contra copiar. Se for bom e útil, por que não copiar? Mas, verdadeiramente plausível e ousado, seria um prefeito ter a coragem de propor que a Administração Pública assuma os passeios de pedestres, assim como assume a pavimentação para os automóveis.

 

 

José Luiz de Araújo – Auditor Fiscal de Posturas e Serviços Concedidos – PMI

Itabira – Fev-2014 – j90.araujo@gmail.com

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