Carta aberta à população itabirana – (Fundação Cultural)

Itabira, 12 de Abril de 2014.

Exmº Sr.
Dr. Damon Lázaro de Sena
D.D. Prefeito Municipal
Nesta

Ref.: – A Cultura e seu desenvolvimento no município de Itabira.

Senhor Prefeito,

Há muito vimos debatendo o desenvolvimento cultural de nosso município, sem obtermos grandes avanços técnicos e qualitativos. Em nosso favor, no ano passado aconteceu a Conferência Municipal da Cultura, onde tivemos a oportunidade de poder contar com a participação de V. Exa., momento singular de nossa luta em “Prol da Cultura”.

Em nossa Câmara Municipal de Vereadores, realizamos vários encontros, devidamente registrados em ata, nos quais debatemos continuamente as azáfamas e o porvir em nossa cidade de uma Cultura mais desenvolvida, em atividade permanente e menos ressentida de divagações e a procura de mais otimismo e objetividade na condução da mesma.

Nosso passado cultural é efervescente.

Hoje, passado e presente se misturam, as respostas de agora condizem com a labuta de antes. O fazer cultural partia sempre da comunidade, os atores no exercício de seus ofícios, têm dado a sua parcela de contribuição, embora muitos navegantes sem rumo, compromisso e cumplicidade com Itabira, queiram negar.

Os exemplos de participação são concretos, o olhar mais aguçado identifica essas personagens. Nossas bandas musicais foram criadas pela vontade das pessoas mantidas com o esforços dos participantes; da mesma forma a marujada perdura em nossa cidade sobrevivendo a duras penas. Tudo isto há pelo menos um século. O Festival de Inverno que iniciou com as pessoas interessadas à época, a exemplo da Prefeitura somente apoiava o carnaval em função de sua naturalidade; estes exemplos e tantos outros que poderíamos citar da produção cultural de Itabira, arrastam anos pós anos sem uma direção e sem o respeito devido àqueles que doam espontaneamente a sua arte para fortalecer a nossa cultura.

Autores, compositores, atores, poetas, demais escritores, todos se mantêm firmes no desejo próprio da criação, da divulgação e, também, da permanência da criação cultural, seja ela pessoal ou coletiva, em nome de seu desenvolvimento continuado em nosso município.

Como já explicitado acima, mantemo-nos sempre abertos ao diálogo, entre nós mesmos ou com o poder público instituído. Para tanto, solicitamos a atenção de V.Exa., no intuito de podermos debater por mais este momento, sobre a nossa Fundação Cultural Carlos Drummmond de Andrade, que ora vive momento adverso.

A FCCDA e sua responsabilidade no fazer cultural

Hoje, a população não mais consegue dissociá-la dos fazeres culturais e de sua responsabilidade na busca objetiva e intrínseca de formular uma política cultural que atenda aos interesses de toda uma sociedade, que tem como mola motriz grande parte do acervo cultural itabirano forjado na historiografia drummondiana.

É do cerne da FCCDA o Festival de Inverno, bem como todos os pontos de cultura geridos por ela. Parte de sua administração, a política municipal de fomento proveniente da Lei Drummond de Incentivo à Cultura e o futuro Fundo Municipal de Cultura que clama por resolutividade.

Desta maneira, Senhor Prefeito, apresentamos o nosso desejo em participar, dialogar sobre o perfil, a desenvoltura a ser conseguida do novo gestor de nossa Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. Afinal, “…quem sabe faz a hora, não espera acontecer…”. De modo que não sejamos protagonistas de oportunistas que no passado não muito distante, vem se aviltando do poder novamente, esquecendo seu desempenho maledicente ao vaticinar o atual gestor do executivo com a frase célere:
“A eleição do Damon será o maior desastre para a cultura itabirana” (frase célebre do gestor cultural Cléber Camargo” no período pré-eleitoral do atual prefeito.

Sendo o que nos apresenta, colocamo-nos sempre ao dispor do diálogo,

PARTICIPANTES DIRETOS DA CULTURA ITABIRANA

Em tempo: -contamos com a solidariedade de todos os secretários, sem exceção, e dos vereadores no sentido de evitar que o nosso prefeito Dr. Damon cometa desastres como citado na frase cima.

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