Criminalidade X Participação da comunidade

O noticiário Diário de Itabira aponta 30 mortes ao longo do ano por assassinato. Avaliação que consideramos muito para uma cidade que um dia já foi pacata. Recordo-me bem dessa “Cidadezinha Qualquer” e daquele tempo em que havia “Clube de Jovens”, “Clube de Mães”, Rotary, Lions, Escoteiros e tantos outros clubes e grupos de serviços que trabalhavam em favor do bem comum.

Havia unidade no trabalho comunitário que tinha um sabor especial…. As brincadeiras, hoje consideradas “bobas” tinham para nós, um significado muito especial: ´amarelinha´, ´pegador´, entre aquelas brincadeiras que preenchiam o nosso tempo de forma saudável e camarada. Nossos brinquedos, então, nem se fala, era uma maravilha: carrinho de madeira, patinete, lambreta, em meio à brinquedos que fabricávamos e dividíamos coletivamente no grupo. Afora o futebol, das escapulidas para nadar em locais proibidos, furtar  frutas em quintais de famílias vizinhas que passaram a fazer parte de nossa história. A história é grande e demanda tempo.

Arma de fogo naquela época era coisa de policial e bandido que vez ou outra ouvíamos história. No nosso caso, nem pensar. Hoje, virou brincadeira pra valer para as crianças e adolescentes, que deveriam estar na escola e, dela, tirando maior proveito, mas eles, as crianças ignoram-a e se divertem tirando a vida das pessoas se sentindo indignadas porque o cidadão de bem não tem 10 reais para alimentarem a sua “nóia”. Eh! Estamos reféns em pleno oeste itabirano. Falta pulso, falta atitude e falta, sobretudo, desejo de mudar essa triste realidade em que vivemos, se é que podemos chamar isso de vida.

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