CURSO CAMINHOS DRUMMONDIANOS

Por José Norberto

Com a participação da historiadora e autora do projeto, Dadá Lacerda, iniciou hoje na parte da tarde, no Museu de Itabira, o Curso Caminhos Drummondianos. Os temas do curso serão ministrados em etapas, a saber: releitura da História de Itabira; Patrimônio Histórico; Manifestações culturais e Vida e Obrado do poeta Carlos Drummond de Andrade, são.

Dividido em dois períodos, sendo: o primeiro de 13 às 15 horas e 15h30 às 17h30, nas quintas e sextas feiras no mês de outubro. Em novembro, a continuidade do curso ganhará novos horários, visando completar a carga horária, equivalentes a 60 horas.

O curso

O primeiro dia do curso foi bastante descontraído, com destaque para os relatos interessantes a respeito do processo de desenvolvimento da economia de Itabira nos séculos XXVIII, XIX e XX. Outros aspectos relacionados ao Patrimônio Histórico ganharam novas leituras ao serem ressaltadas informações que culminaram com o tombamento de grande parte dos casarios da parte central da cidade. A maioria deles, conta Dadá Lacerda, foi tombada mediante as insatisfações de seus proprietários.

Tombamento garante preservação da memória

Em meio aos relatos do curso, sugiram casos com o da edificação do prédio que estava sendo utilizado pela Defensoria Pública. O referido prédio teve a sua desocupação solicitada à Prefeitura Municipal a pedido da Associação de Proteção à Maternidade e a Infância. Instalado na rua Mestre Emílio, 34, no bairro Pará, ele possui um grande valor histórico, pois faz parte dos diversos equipamentos construídos pela empresa Vale do Rio Doce, hoje Vale, sendo considerado o seu primeiro Clube de Dançam na década  de 40.  É interessante ressaltar, que o referido prédio tem sido motivo de discussões acaloradas por grupos de pessoas, as quais defendem o seu tombamento. Posto que, a referida edificação na visão dos defensores da memória itabirana garantirá a preservação histórica do município e, em especial, do bairro Pará.

A Associação do bairro Pará (AMAPARA), por sua vez, situada no fundo desse prédio da antiga Defensoria Pública, vem reivindicando da Prefeitura Municipal, a indicação de uma local aonde a entidade possa continuar desenvolvendo as suas atividades comunitárias. A reivindicação, além de valorizar o trabalho social desenvolvido pela Associação, fomenta e enriquece e valoriza os trabalhos comunitários e a importância sobre o resgate dos patrimônios municipais.

  

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