Danos colaterais da baixa do petroleo

Por Veladimir Romano

Como estratégia aniquiladora preparada no mercado global para controlar sanções contra a Rússia (resultante do conflito na Ucrânia), as bolsas dominadas pela força do dólar, em vários meses obrigaram o preço do barril de petróleo a uma queda como nunca houve na história.

Ao mesmo tempo, os EUA aproveitam do seu subsolo a exploração das matérias do crude de xisto, embora de qualidade inferior, o nome deste jogo passa pelo tudo ou nada rebentando sistematicamente não só com a economia russa, aproveitando a oportunidade em chegar pela colateral (primeiramente) nas economias da Venezuela, Bolívia, Equador; estes, especialmente, nada gratos ao controle dos norte-americanos, quebrando propostas econômicas anunciadas anteriormente pelos BRICS.

No entanto, no segredo profissional, as multinacionais estão esgotando também seus limites de resistência perante o evento frontal de aniquilar economias das nações fora de mão da Casa Branca. Da fleuma fos maiorais em Davos (reunião dos mais ricos reunidos na Suíça), descobriram ter engolido um sapo enorme de mau sabor anunciado pelas instâncias internacionais sobre o acumular das injustiças no mundo, ao mesmo tempo que os mais ricos aumentaram substancialmente suas fortunas (desde o começo da crise, até 2009, retinham 44% do montante global; porém, subiram dividendos colocados em 2014, a 55%, anunciando aumento a 1%, para 2015).

Preparada de forma minuciosa pelos mais elementares economistas norte-americanos, a queda petrolífera e, segundo estudo analítico do Banco da Suíça, em cada 26 reais retirados a um barril de crude, no final, sobram 97 bilhões de reais no mercado americano ao bolso das empresas. No entanto, o norte Dakota, sindicatos avisam que o número dos desempregados das firmas ligadas ao petróleo, alcançam 20 mil pessoas, podendo até junho abranger o dobro dos trabalhadores doutras firmas nos estados do Texas, Alabama à Luisiana, chegando  a conclusões semelhantes.

Pelo capricho, alguns desejando… nada mais, autêntica guerra silenciosa matando muita gente lentamente, economias reais até 60%. O claro e recente exemplo venezuelano entrando em colapso econômico; das repentinas restrições anunciadas nas importações de Angola à Nigéria, o reforço do mercado anunciado pela Rússia, injetando R$46.8 bilhões da reserva, apoiando a economia local, será a demonstração mais evidente de como a economia está sendo usada pelas elites mundiais quando sentem que qualquer coisa pede mudança séria, não podendo com frontalidades nem determinações alheias. Desta forma, a guerra é insensata, saturante, covarde, suja, fatalmente maligna… mas é o manifesto teimoso da crença em tudo quanto seja ruim.

Desde junho último, os valores comerciais do barril desceram até 60%. O México, sofrendo igualmente de anemia crônica por muito que a sua economia cresça, não tem conseguido efetivar emendas capacitadas de aniquilar seus 53 milhões de pobres; queixa-se do afogamento imposto pelos mercados. 


Passando ao problema angolano, quem sai perdendo é também Portugal, pelo quanto 
que suas empresas e emigrantes aliviando uma longa e complicada crise. Assim, Portugal, perde em 75% das suas vendas (Angola representa o 4º mercado nas exportações lusas); enquanto empresários dum lado e outro, ficam com seus projetos, investimentos e vontades, entre mais recuos que avanços. Em 2014, Angola perdeu mais de 80 bilhões de reais do petróleo que não conseguiu exportar.

Exportar é preciso pelo aumento moderado do preço que venerados especialistas não estão vendo como sairá o crescendo de forma rápida, sustentável e segura. A toda esta situação, alguns entendidos mais diplomáticos, chamam de “economia expansiva”; enquanto os mais diretos, sem rodeios, apelidam o mesmo princípio, de “economia destrutiva”, seguindo a linha pensadora doutro especialista da economia capitalista: John M. Keynes, o criador do “Espírito Irracional e Animal” (ser duma vaidade intelectual sem limites), aplicou melhor que ninguém o caminho mais direto dos processos especulativos. Os resultados da sua escola estão por aí andando… mostrando ao mundo o corolário final da teoria fulminante e devastadora.

Os indicadores navegam contra o discurso repetitivo dos líderes, desmentem declarações, enquanto o chamado “ouro negro”, pela faixa mais colateral dos 
danos, vai impondo riscos até naqueles que se julgam dominadores planetários, tudo e todos com seus tramas econômicos, jogos poderosos que o fanatismo um dia vai consumir, voltando feitiço contra feiticeiro.

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