De renegado a salvador: como Riascos se tornou o camisa 9 “ideal” na Toca

Riascos diz que se sente à vontade de jogar como centroavante (Foto: Maurício Paulucci)
Riascos diz que se sente à vontade de jogar como centroavante (Foto: Maurício Paulucci)

A expressão “camisa 9” significa muito no futebol. Não é apenas um número estampado nas costas. Assim como camisa 10, normalmente, é o adjetivo dado ao meia armador, aquele jogador que tem papel cerebral em uma equipe, o camisa 9 tem uma função: fazer gols. A história do futebol já nos brindou com “noves” históricos, como Ronaldo Fenômeno, pentacampeão mundial com o Brasil e que iniciou sua brilhante caminhada no Cruzeiro. No time celeste, atualmente, quem veste a 9 é Willian. Mas quem se tornou uma das grandes esperanças de gol é quem veste a 18. Até chegar a esse “status”, Riascos, o dono dessa camisa, passou por uma verdadeira montanha-russa em pouco mais de um ano no Brasil.

Depois de ter saído em baixa em 2015 do Cruzeiro e ter se destacado no Vasco, hoje é uma das grandes esperanças de gol na Toca. No entanto, até chegar nesse ponto, muitos episódios se desenrolaram. O atacante colombiano veste, nas costas, o número 18, e voltou a jogar pelo time mineiro no empate com o América-MG por 1 a 1, entrando no segundo tempo. Então, como ele pode ser o camisa 9 ideal para o time? Esta não é uma simples questão numérica. Ainda sem vencer no Campeonato Brasileiro – conquistando apenas dois pontos em 12 disputados – o Cruzeiro vem abusando de perder gols. E, nas atuais circunstâncias, Riascos é o jogador do elenco que mais se aproxima das condições de um goleador.

No Vasco, o treinador Jorginho fez um esquema que o colombiano era referência. Pelo clube carioca foram 17 gols, 10 só nesta temporada. Apesar de ter velocidade e também gostar de jogar pelas pontas, Riascos diz que se sente muito bem na posição de centroavante do Cruzeiro.

– É uma posição bem diferente, uma posição que tem que estar brigando mais como o zagueiro. Eu gosto de me movimentar bastante, cair nas costas do lateral ou dos (zagueiros) centrais. Mas acho bem melhor (jogar como centroavante), porque me adaptei nesta posição no Vasco, jogando de centroavante. Para mim foi melhor, porque fiz muitos gols

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