Falando sobre Itabira

Por José Norberto
Não vamos aqui neste espaço tratar literalmente do sentido da palavra “progresso”, uma vez que não se trata neste caso, do objetivo a que se destina o texto. Queremos, a propósito, abordar o texto sobre as mudanças significativas por que passa o município de Itabira. A começar pela evolução de seu povo, onde destacamos o desenvolvimento, especialmente social e tecnológico. Um fator relevante que nos permite salientar a possibilidade de um salto positivo, que a história aponta para um destino mais promissor, certo e glorioso no futuro. Não é à toa que, hoje, se conjuga esta evolução no tempo presente, sem usar de um ufanismo exacerbado.

Quantas novidades positivas têm acontecido neste último triênio, que têm sido motivo de satisfação e orgulho dos que trabalham para esse crescimento. Interrogações nos olhares das pessoas que sinalizavam insegurança e falta de esperança sobre o futuro, antes motivo de incertezas, se perdem no vazio, bem como essas dúvidas que deixavam os que habitam o município sem respostas para seus filhos.

Se enumerar perdas e ganhos é notório a diferença de um para o outro. Se não chega a preencher página de caderno é larga a margem dos avanços. Em todos os campos há algo a detalhar com soberania regional. Por aqui, já foi o tempo de uma cidade de uma cultura só. Pelo contrário, lá se foi o tempo em que a Vale era a rainha do lar.
Em meio aos avanços tecnológicos dos tempos modernos, de um lado a sociedade empresarial redireciona a bússola com seu cursor sinalizando a rede de ensino como a alternativa mais plausível para o fomento do crescimento. Do outro, ladeira abaixo, permanece inflamada, a banca comercial repleta de clientes num entre e sai, efervescendo o comércio local.

Mas lá no alto, na cidade alta, reluz em prédio imponente: a Unifei, primeira universidade federal da região, a indicar os rumos da cidade a brilhar, mostrando que o caminho continua sendo o de educar, se o itabirano quiser enfrentar os desafios do saber e do conhecimento, evitando assim que a sabedoria caia no esquecimento.

Na verdade, comércio rico tem de tudo. A pacata cidade cresceu. Os meios de transporte são outros. Os condutores trocaram o estalar do chicote no lombos dos animais de outrora. Embalados pela sintonia do barulho do tilintar das ferraduras, os métodos arcaicos foram substituídos pelo otimismo que surgem das indústrias, das empresas diversas, e dos pequenos comerciantes que abarrotam os passeios das vias principais e garagens. Tudo isto, valendo-se da capacidade de força e liderança dos grandes empresários à frente dos grandes empreendimentos imobiliários e outras transações, que visam a expansão do crescimento fruto do lucro.

Enfim, a cidade viu uma luz a brilhar no horizonte ao perceber que precisa andar de mãos dadas com alguém mais para fortalecer a sua trajetória. A luz fugaz de ontem quiçá seja o suficiente para brilhar o futuro de amanhã, que ora se apresenta altivo e avança em busca de novos desafios, sem deixar de valorizar as pessoas ilustres do passado, transformando o tempo atual no coletivo de muitos ao chegar no fim do túnel, de nossa Minas Gerais, como um feixe de luz a brilhar em todos os grotões deste Brasil brasileiro.

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