“FINANCIALISMO”

Por Veladimir Romano
Ultimamente, muito se fala de “financialismo” (tomar a conta pela força); renascida ideia com o fascismo italiano, sonhos de grandeza no absolutismo do ditador e colonialista Benito Mussolini, (Il Duce, “O Chefe”) subindo ao poder, decorria 1930. Passados anos, esta velha teoria econômica onde o capitalismo baseia seus ataques aos mais indefesos, tem hoje arautos novamente assanhados, prontos pela fabricação do planeta dos escravos… comandados a rédea curta.
Com a presente crise, voltou em força a ideia, desta vergonhosa pretensão praticada pelo sistema bancário, bem protegidos pela classe política e uma certa justiça igualmente rasteira, vivente na lama. Por todos os poros sociais, o “financialismo” procura entranhar suas garras, envenenar e colonizar, assegurando assim o futuro desta fortíssima onda de corrupção avassaladora afetando cada nação: uma, mais podre que a última.  
Lembrando discursos desenvolvidos em Davos; ficam as diretas do presidente da Islândia (Olafur Ragnar Grímsson). Frontal, claro, muito sério naquilo que deixou dito sobre o problema econômico mundial na sua total ausência de fatores transparentes. Não foi novidade, mas deu para refletir, deixando perguntas: porque será que o mundo não responde pela Islândia forçando a podridão política pagar seus pecados? Que tipo de valores hoje em dia as pessoas desejam defender? Será que o ser humano já não tem na sua consciência nenhum tipo dos ideais doutros tempos? Entrou a cobardia social…
Olhando um pouco pelo mundo, entendemos, de repente, ficou tudo vazio, sem causa; começando pelos últimos tumultos na Bósnia, onde o povo anda sofrendo a mesma podridão corrupta do poder; passando pela manifestação de rua levando mais de 3 meses na Tailândia. Na África do Sul com 47% de desemprego jovem, transformou Joanesburgo na cidade mais perigosa do continente africano; frustração dos povos no continente americano sobre a falha reformista. Sobressai o México onde vai sendo cada vez maior o domínio dos cartéis e o perigoso descaso governamental com alguma autoridade deixando-se comprar pelos dólares da droga.
O cartel mais poderoso do México: “Templários da Noite”; movimentam 18 milhões de dólares semanais, por cada navio de carga com minérios (desde Los Mochis), extraídos ilegalmente para a China. A Polícia Federal (depois da denúncia dos sindicatos), descobriu que instituições estatais, polícia local, alfândegas e governo federal (Estado de Sinaloa), estão sendo subornados pelo famoso cartel. Gigantesco escândalo!
No Panamá, a construção do novo canal, irá retirar do tesouro público, mais 1 bilhão e meio de dólares caindo nos bolsos de políticos, alguns empresários locais e espanhóis. A obra foi preparada, pensando no golpe do baú… “Se todo o mundo anda roubando… porque não, nós também?!” Tema da canção local, cantada nas rádios de Balboa, Cristobal e possivelmente, no restante país.
Falar da Copa Mundial no Brasil, nem deixa falta… o “financialismo” chegou, ainda nem tinham iniciado as obras; mas de novo com a Bósnia, o país, desde a loucura das privatizações, perde 13 milhões de dólares/dia; enquanto na África do Sul, essa perda chega nos 26 milhões/dia. A Indústria Koch, nos EUA, destruiu a força sindical em Detroit, financiando ilegalmente a camarilha mafiosa local em 44 milhões de dólares. Esta mesma família de usurpadores internacionais, subornaram o presidente da Bósnia com 90 milhões de dólares, a mesma verba deveria seguir para a República Democrática do Congo, em ajuda humanitária que nunca chegou!
Na terra de Barack Obama, especialistas ficaram esperando a criação de 189 mil postos de trabalho em dezembro, último; apenas viram 75 mil. Um sério desafio nas estratégias do presidente, atacado por todos os lados pelos criminosos e corruptos republicanos, servidos pela ala mais radical do partido. As próprias multinacionais como a Sony, em 2013, fechou, com prejuízo de 800 milhões de dólares; e até a própria nova geração eletrônica como o Twitter, viu também em 2013, seus resultados sofrerem um rombo de 645 milhões de dólares. Dá para dizer que o dinheiro, virou água fervendo na panela… evapora?! Para onde?
Porém, nos últimos dias, os EUA, estão confrontando um problema gordo em Porto Rico (4 milhões de habitantes), onde a dívida pública atingiu 2 bilhões de dólares e o desemprego subiu (de 10 a 14,7%); a solução proposta pelos republicanos foi: transformar a ilha em mais um oásis fiscal (já tem uma economia paralela de 67 bilhões dólares anual). Senador ou congressista dos EUA, fatura 344 mil dólares anuais, não será para ter ideias únicas e brilhantes; mas sim para dar continuidade a fraudes econômicas e desarranjo financeiro. Por isso o “financialismo” é, e será sempre o poder das corporações nas ideias dum fascista… 
 
Afinal, os terrenos da democracia, ao contrário das ditaduras, serviram para garantir o sucesso de tudo quanto é criminoso, criminosos consentidos e maravilhados com essa possibilidade até ao assalto final. 

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