A impossível vergonha de Paulo Maluf

Por Veladimir Romano

Demais no tempo, na história camarária-paulista e da política brasileira, o ex prefeito Paulo Maluf, não vendo nem descobrindo a sua imagem vergonhosa como deputado do PP-SP, julgado a muito custo pelas instâncias judiciais, manifesta saudade das suas aventuras.

Desejando recuperar a posição de deputado federal, novamente descobrir no buraco da agulha, outro mandato na Prefeitura de São Paulo; é bom dar uma boa observação pela divisão dos votos praticados no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo: de 4 votos contra 3, em favor do ex deputado; com 3 votos favorecendo a tendência do malandro, acusado pelo Ministério Público de 20 contas bancárias ilegais avaliadas em mais de 2 bilhões de dólares, espalhadas pela Suíça, ilha (inglesa) de Jersey (canal da Mancha), Nova York, Miami (EUA) e Uruguai.

(Re)condenado em 2ª instância no ano de 2013 por ato de corrupção (o julgamento de 2001, envolveu 50 testemunhas e milhares de documentos) aquando da construção do túnel Ayrton de Senna, acusado de “super-faturação” (Paulo Maluf recebeu 20% da obra avaliada em 500 milhões de reais, finalizando num custo de 800 milhões), com base no processo e famosa ideia da lei “Ficha Limpa”, voltou o caso a tribunal (setembro), pedindo Paulo Maluf a “impossibilidade dolosa”, na situação dele, aplicado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São
Paulo.

A gigantesca rede escandalosa sobre faturações, abuso de poder, prática de ilegalidades, ofereceu a Paulo Maluf (engenheiro, empresário, ex governador e ex candidato a Brasília), privilégios financeiros; mas igualmente posição dolorosa ao tesouro brasileiro. Vivendo hoje como um dos políticos mais ricos do Brasil, com fortuna calculada no território brasileiro em mais de 2 bilhões de reais.

A passagem do sem vergonha “Minhocão” pela prefeitura paulistana entre 1993 a 1997 (entre 1967 a 69, pela primeira vez prefeito, depois de
deixar a presidência da Caixa Econômica Federal) ), referiu em tribunal que a Lei Ficha Limpa, “não se aplica” na sua pessoa, tal como também “não enriqueceu ilicitamente…”! Que: “não tem contas no estrangeiro…”, nem “conhece tal ilha…”! Qual cara de pau invadindo o bom senso do povo possa ter capacidade de, exemplarmente, deixar a vergonha, ela própria envergonhada da pessoa de Paulo Maluf…?! Pois, ele, pelo sentimental diapasão oportunista, não entende desse limite se afogando no seu consciente, graças todavia a uma outra ausência e mais séria… a limpeza da sociedade brasileira de sujeitos como Paulo Maluf.

Assim, bem necessário, urgente fica ao Brasil; criar, limpar, exigir, reciclar na lei, propostas severas, sem lugar ao retorno das oportunidades a políticos abusadores do sistema, aproveitando buracos, destruindo o desenvolvimento.

Ficando essa exigência a uma maior justiça na divisão dos bens nacionais, favor de quem efetivamente mais precisa: justiça social! Onde para a moral?


Deste modo, com “minhocões” roubando e adulterando regras sem limite, nunca a grande nação Tiradentes encontrará seu caminho nem conseguirá assumir cobranças sugestivas nos assuntos do Brics.

O Brasil, querendo assumir lugar de liderança dentro da organização BRICS, certamente tendo essa legitimidade, nunca terá liderança  qualquer, caso não consiga reformar seriamente o sistema de primeira emergência aceitando que tem uma “guerra” contra a corrupção
instituída, controladora da economia e dos bens da nação.

Avanço, sustentabilidade, progresso, justiça, direitos civis, saúde, educação; entre outros predicados duma sociedade livre e democrática, não tem lugar, sem frontalidade na liquidação das suas fraquezas e defeitos. Faltando assim fabricar outro grito do Ipiranga, para que o mundo possa saber que o Brasil está chegando… mas de verdade!

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