Lançamento do livro Outra Nudez, com poesia Gonçalo Salvado e desenhos de João Cutileiro (Edição Escultores de Livros, Lisboa)

Cartaz Outra NudezNa Guilherme Cossoul de Campolide: Rua Professor Sousa da Câmara, 156 – Campolide (às Amoreiras), Lisboa.

25 de Janeiro (Sábado), às 17H00.

Outra Nudez, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor João Cutileiro (Escultores de Livros, Lisboa) , será apresentado na Guilherme Cossoul de Campolide em Lisboa, a 25 de Janeiro (Sá bado), pelas 17H00.

A obra, uma edição muito cuidada e de uma grande beleza, foi concebida por Henrique Lagarto, design gráfico responsável pelas edições e catálogos de João Cutileiro. O livro conta com um prefácio de Maria João Fernandes. Os autores estarão presentes. A apresentação ficará a cargo da autora do prefácio. Leitura de poemas por Inês Ramos.

Do prefácio citamos:

“Com os seus poemas breves, aparentemente simples, ao modo dos haikais do Oriente, Gonçalo Salvado define o essencial de uma arte de Amar dispersa, e de um modo muito mais discursivo, nos seus outros livros e define-se também e uma vez mais como um grande poeta lírico.

Estes poemas são os axiomas de uma nova lógica que apresenta ao centro a mulher e uma natureza que transporta em si a infinita força de um despertar através do amor, e através deste, do espírito, velha palavra em desuso, mas que acha forma de se ocultar e ao mesmo tempo de se revelar, na luz, que de página para página, neste livro, nos cega e ilumina.

O diálogo faz-se com os desenhos de João Cutileiro, a sua linha poderosa e irruptiva, instintiva e magistral, sintetizando os ritmos essenciais de um Cosmos com um rosto feminino. Metamorfoses do corpo numa sensualidade que reproduz o luxo das formas, volumes oferecidos à carícia dos sentidos, elucidando sobre o talento do Mestre escultor.

No vaivém entre a cenografia dos desenhos e a cintilação das palavras, entre o silêncio e o bailado das linhas, se compõe a sinfonia de um amor cujo mistério reside na palavra. Mistério da poesia e mistério e beleza da poesia deste livro.”

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