O debate mundial para o (des)ambiente

Por Veladimir Romano
A comunidade ecológica mundial vai fazendo relíquias a cada ano, calculando que, da Ecologia, alguns responsáveis só mesmo entendem: esfarrapando o mundo, comendo do próprio lixo fabricado, enxergando maus planos a qualquer reciclagem mental dos danos provocados na saúde do planeta. A última cúpula de Estocolmo sobre a questão climática, deu um tremendo tapa nos irresponsáveis, tal como agora em Varsóvia, a última do ano.

Tem gente fugindo da ideia… porém, a estratégia, é mesmo viver com os elementos, não contra. Nos próximos anos, calculado pelas estatísticas da ONU, o grave aumento da população nas cidades e capitais… subirá esse número ultrapassando em 10% de adesão populacional das últimas gerações do século XX; uma evolução global crescendo mais rapidamente que nossas teorias em torno das contemplações diárias sobre economia futurista.

No geral, as conclusões, seguem a mesma ideia: centros populacionais do presente, estão-se transformando em autênticos infernos. Perdendo qualidade, oferecendo ilusões, insegurança, acumuladas frustrações, sugando vidas, criando raiva, desgaste físico e mental; desumanização pela certa. A morte por desnutrição de 400 crianças com menos de 5 anos, na região do Zindre, segundo comunicado da ONU, desde a capital Niamey, nunca devia ter acontecido! Infelizmente, continua sendo realidade.

Na escala globalizada desta observação, a imagem de um mundo poluído, em banca rota, já vem sendo construído, faz anos. A China, crescendo economicamente, não consegue reparos, demonstra-o com 300 milhões de habitantes em áreas rurais sem acesso direto a saneamento, água, entre outras atividades sociais; por outro lado, mil tóxicos diferentes são arremessados nos rios por empresas têxtil e agroindustriais, a cada mês.

A insanidade já nem merece discussão calculada, à imagem real do planeta, passando pelo resgate duns quantos privilegiados, os restantes, apenas ficam servos. Desta maneira, quando chegamos aos grandes aglomerados, conhecidas capitais de qualquer continente: de Nova York, Los Angeles, México, Bogotá, São Paulo, Tóquio, Xangai, Cantão, Jacarta, Cairo, Kinshasa, Bombaim ou Cabul… a questão já não é a diferença do ser rico ou pobre, mas a promoção da vida.

Desta forma, na escala globalizada, a lista gigantesca quase transporta mau presságio pelo adicionado: cada vez menos espaço para o rejuvenescimento do processo natural, fixa perguntas: havendo realidades tão óbvias quanto a separação das metas sobre o desenvolvimento entre hemisférios; como vão ser realizadas possíveis estratégias sem ofensas contra o Ambiente? Porque está levando tanto tempo implementar a gestão integrada de processos (ficando só nas economias experimentais), conseguindo unir à Ecologia, a qualidade, segurança, eficiência; estabelecendo redes colaboradoras na gestão correta dos recursos sobre uma continuada inovação?

Precisando mais ainda: agricultura biológica, fixando aumentos da sua produção impondo regras de mercado, maiores projetos sobre reciclagens, dedicação pedagógica, mais investimento público (prioritário, sem corrupção), proteção das águas (não privatizada. Esta questão de tão séria, merece uma grande cimeira mundial), melhor saneamento, valorização dos aquíferos mundiais, combate aos pesticidas, fungicidas, fertilizantes, outros agrotóxicos (particularmente das grandes firmas agroindustriais), sobrevivência melhorada (sobre a manutenção) das barragens e lagoas artificiais, racionalização das florestas, outras tantas aplicações favoráveis, trocadas pela demagogia política.
 
Do Níger, em desespero, país africano mais pobre do planeta em luta contra a desertificação; processo iniciado no dia 5 de junho, visa o restabelecimento de 8 milhões de árvores, denominado projeto na rede mundial pela www.tree-nation.com, da França, por Maxime Renaudin, voz solitária, grande resistente, pedindo apoios a esta causa mais recente. Vontade não falta, incluindo cursos na utilização de novos valores usando tecnologias modernas pela defesa ambiental, recuperando valorização das plantas tradicionais como acácias, palmitos, baobás, tamareiras, favorecendo a regeneração dos solos, maior esclarecimento nos preparativos do desenvolvimento sustentável, dar combate nas persistentes bolsas de pobreza. 
Vão fazer 12 meses neste final de novembro que em Doha, Qatar, a Cimeria do Clima criou agenda (mais uma para o esquecimento); agora, vem a Organização Meteorológica Mundial (OMM), avisar do aumento para 30% no planeta do CO2 (dióxido carbono), desde 1990 até 2011 e, reforçam o estudo, com receios que até final do século, o mundo venha a ter um aumento a 4º celcius. Compreende-se que o tal “regime climático global junto”, é uma miragem do COP18, determinado a vinculativo até 2015.
Sem dúvida, este foi o ano ecológico com dezenas de cúpulas ambientais mais ativos de sempre; mostrou povos solidários podem sair ganhando fronteiras contra o mau tempo provocado por homens menores e, desta forma, reforçar lições, desenvolver exemplos, projetos solidários, persistência derrotando o mal. Só demonstra uma população mundial dinâmica pedindo Ambiente saudável (certamente), não o contrário! 

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