O Terrorismo Político

Por Veladimir Romano

Ditaduras? quantas existiram, foram deitadas no lixo ou pelo menos, recicladas pelo advento das democracias; o quanto hoje, quase parece obsoleto falar, apontar tal ideia do mais ruinoso sentimento humano. Fome de poder, o poder de tramar a vida do próximo em quantidade variada, multiplicando o fosso intencional ao descalabrado das sociedades.

O panorama recente de toda a gigantesca perturbação mundial, seguindo padrões de violência não muito diferente dos tempos medievais, só demonstra como a sociedade realmente não progrediu, retirando influências do campo tecnológico, o interior mental e o exterior da prática absolutista dos regimes, dando sinais alarmantes de como a crise é muito mais profunda, perigosa, insaciável, esgotando estoques da tolerância social: é ementa do terror.

O extenso panorama do que vem sendo todo o processo mundial instalado no pensamento especulativo oferecendo linhas para dinâmicas de altíssima corrupção inicialmente bem colocada logo no poder; alimenta geração, após geração, sendo toda esta derrocada depois das múltiplas denúncias, descoberta, divulgada, como explorada; sempre embaraçosamente investigada por um sistema que anda provando o seu (lamentável) baixo estatuto de força moral.

A crise da justiça (que é mundial), entre outros aspectos negativos das instituições que deveriam garantir independência e o pouco que já resta de dignidade ou pelo menos ética! No final da história, são o reflexo duma classe política por demais comprometida, no restante, rendida aos clientes da alta finança mundial, até grupos individuais manipulando essa mesma classe dirigente, partidária, ou de outras influências, garantindo um sistema favorável aos dominadores da lógica economicista.

Com níveis de combate às guerras silenciosas nos bastidores financeiros, cada um querendo para si o domínio total exercendo novos gurus do suborno; o aparente instante ficou viral e o efeito implosivo não podia ser outra coisa… a crise mundial onde a existência do dinheiro (não sendo água em vapor), anda faltando no mercado, quando ele entope a banca paralela enraizada nos oásis fiscais.

Inicialmente, depois da Grande Guerra de 1940-45, em 1946, os americanos, acharam bom para o capitalismo (a Europa dita democrática, foi atrás), criando bancos fora da esfera e controlo quer de governos, revisores centrais, regime de fazenda, ministérios ou tribunais. O próprio Congresso norte-americano criou no Estado do Maine em 1946 (anos 60, no Estado da Florida) um paraíso para os mais abastados… outros se seguiram, multiplicando foram, hoje com mais de milhar e meio de entidades financeiras pouco claras, espalhadas pelo planeta praticando a todo o gás lavagens fiscais a dinheiro marginal de cartéis do crime sem qualquer regra, rigor, controlo nem ordem.

Depois de refletir; afinal, o problema da crise não será tanto da falta de capital, mas sim de como fazer entrar todos os triliões escondidos, fazer render a grana em retorno saudável para o bolso dos quantos levando do dito rendimento na hora da fuga. Essa a razão complementar, doentia de tanta pressão dos organismos financeiros internacionais aplicando exigências nos governos, obrigando estes a uma louca corrida para os braços da privatização, bens de qualquer nação, vendidos a qualquer preço.

Pelo tanto de transtorno, outras análises conduzem em tempos modernos velhas iniciativas derrotistas, um outro estilo quando chegamos ao ponto final: assistimos impávidos mas não serenos, qualificações manipuladora capturando liberdade, existência humana reduzida à pobreza… tudo para sustentar o passivo agreste duma economia rapinante sem respeito por nada, qual sofrimento, derrocada social entregue ao maior nível dos esquemas nocivos do terrorismo político.

Deste modo, a violência, chantagem, medo, processos de insegurança, mentiras, opressão, adulteração de conceitos sobre causa, razão e efeito do problema financeiro-econômico; em suma… os políticos, ao imputarem nas populações a culpa de todos os males, protegendo bancos, empresários desonestos, gente do crime organizado, políticos corruptos abrigados pelo conceito e no contexto premeditado; criaram enlaces por todas as trevas geradas pela violência psicológica contra o elo mais débil. Nasceu não só o fenômeno terrorista provocado deliberadamente pela classe elitista de comando numa ligação miserável, protegendo verdadeiros assassinos da economia, da programação dos processos mais abjetos alimentadores do suborno criminoso, fraudulento, mesquinho e vivaldino.

Alô, alô, Humanidade, quando a justiça peca; ela já se perdeu nos labirintos de corredores secos e molhados… preciso é despertar com urgência… o terrorismo igualmente vem da política, chega daqueles que um dia julgámos líderes e de cultura democrática… afinal: já pensaram bem nisso? Você que vota e paga impostos… eles são terroristas…!

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