PAC das Cidades Históricas, Itabira continua em esforço de guerra ad eternum

Por Mauro Andrade Moura

 

Prometida em 2009, liberada agora em 2013, a verba do PAC do Turismo chega tardiamente, porém bem vinda.

 

Surpreendeu-me as cidades, em um total de oito, que irão receber o recurso para restauro e manutenção dos monumentos históricos, pois foi prometido para as cidades históricas e eis que surge o nome de uma cidade novinha neste contexto.

 

Ouro Preto, Congonhas e Diamantina levam consigo o título de Patrimônio da Humanidade, concedido pela UNESCO, as demais quatro cidades históricas de Minas Gerais também têm histórias próprias além do Ciclo do Ouro.

 

Minas Gerais possui o maior número de cidades históricas e acervo do Brasil, sete delas receberam a verba do PAC das Cidades Históricas além de Belo Horizonte, a capital projetada e com pouco mais de cem anos de história.

 

Do tempo que recordo-me das notícias sobre investimento e destinação de verbas por parte dos governos estadual e federal, quase que preponderantemente as mesmas são destinadas para Belo Horizonte e o interior de Minas Gerais fica sempre a ver navios no céu ou, mais precisamente, nas serras e montanhas.

 

A capital mineira tem o maior orçamento fiscal do Estado e agora vem mais esta notícia de que também receberá esta verba do governo federal, que denota desvio da proposta inicial deste PAC (programa de aceleração do crescimento) para melhoria das condições do patrimônio histórico.

 

Itabira também candidatou-se, a proposta básica é a retirada dos postes e da fiação aérea que empulham o visual de suas ruas e circulação nas calçadas do Centro Histórico.

 

Como Itabira não conta com representantes diretos no Congresso Nacional, teve sua proposta aceita e, por décadas as suas minas foram lavradas sem pagamentos de impostos, está sempre em esforço de guerra ad eternum, foi preterida em favor da novíssima capital do estado de Minas Gerais.

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