Patrocínio, sócios e bilheteria: a receita para segurar titulares no Galo

DanileNeponucenoGaloA abertura da janela de transferências internacionais, em janeiro, pode provocar baixas no Atlético. Por enquanto, o clube diz não ter propostas. Mas o presidente Daniel Nepomuceno acredita que será inevitável a chegada de ofertas, como para o zagueiro Jemerson.

O esforço da diretoria será para segurar os titulares, visando principalmente a disputa da Copa Libertadores. O Galo está no Grupo 5, ao lado do Colo Colo, do Chile, do Melgar, do Peru, e do vencedor do confronto entre Independiente del Valle, do Equador, e Guaraní, do Paraguai.

“É evidente que a nossa vontade é que todo o elenco jogue a Libertadores. Qualquer tipo de negociação, vamos tentar adiar”, diz o presidente.

Par ter uma margem maior de negociação, o Atlético aposta na renovação dos contratos de patrocínios. Os acordos com a construtora MRV (máster), os Supermercados BH (barra da camisa) e Tenco (calção) terminam na semana que vem. Os dois primeiros estão praticamente acertados.

A fornecedora de material esportivo, a Puma, vai dar lugar à canadense Dry World, em um contrato com números superiores ao da marca alemã. Outros patrocinadores já renovaram (Vilma Alimentos e Cemil).

O Atlético conseguiu neste fim de ano a Certidão Negativa de Débito (CND) concedida pela Receita Federal. Agora, o clube pode receber incentivos fiscais e obter patrocínio de empresas públicas. A Caixa Econômica Federal é um alvo atleticano.

Além disso, o Alvinegro espera aumentar a receita com o programa de sócios, o Galo na Veia, e com a renda de jogos (em 2016, o clube planeja pelo menos 10 jogos no Mineirão). A conta vale também para trazer novos atletas.

“Se chegar um patrocinador e me der um valor inesperado, eu não preciso vender. Se o número de sócios aumentar, mais renda, caso chegue a uma final de Libertadores, Copa do Brasil, isso pode mudar. É uma previsão alta, mas tudo pode render. Serve para contratação também. Ano passado falei que traria três, vieram cinco. Desses cinco, compramos quatro. Tivemos que comprar Douglas Santos, o Rafael Carioca, o Lucas Pratto e o Mansur. O mercado forçou isso. Era a única maneira de manter os jogadores no elenco”, diz Nepomuceno.

Mais cobiçado

Grande revelação do clube em 2014, Jemerson, de 23 anos, foi um dos destaques do Galo nesta temporada. Foi eleito o melhor zagueiro do Campeonato Brasileiro e acabou convocado para a Seleção Brasileira. Por isso, é hoje o mais cobiçado do elenco.

“O Jemerson ganhou um valor e notoriedade que é impossível você dizer que não terá proposta. Há uma falta de zagueiros no mundo. Ele tem idade, foi destaque no Campeonato Brasileiro, convocado para a Seleção Brasileira. Deixo claro que não conversei com ninguém, é só especulação. É claro que, se chegar uma proposta em um valor naquele pico, sempre digo isso, jogador chega num momento ao máximo e depois o valor cai, estaremos abertos para conversar”, ressalta Nepomuceno.

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