Paulo Betti apresenta Projeto Cultural Transmídia na 3ª Semana do Turismo de Itabira

O ator global Paulo Betti, um dos mais talentosos de sua geração, estará em Itabira no próximo sábado (28) para apresentar o Projeto Cultural Transmídia. A atividade faz parte da 3ª Semana do Turismo de Itabira e será realizada na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), das 14 às 18 horas. Serão disponibilizadas 100 vagas para professores, atores, estudantes, e público em geral, de diferentes faixas etárias.

O projeto reúne livro, teatro e cinema, com o objetivo de incentivar a literatura e o pensamento crítico, além de mostrar o processo da adaptação da literatura para o cinema e o teatro por meio da narrativa transmídia, na qual é criada uma experiência utilizando diferentes plataformas e formatos. Para participar, é preciso ler o livro A Fera na Selva, um clássico do escritor inglês Henry James, e traduzido pelo mineiro Fernando Sabino. Após a leitura, o interessado deverá ler também o roteiro do filme homônimo, assinado por Paulo Betti. No sábado (28), será realizada uma sessão do filme, que conta com a participação da também global Eliane Giardini. A abertura da sessão será feita por Paulo Betti. No final, o ator dará um curso de roteiro, responderá às perguntas do público e entregará certificado para os participantes.

As inscrições devem ser feitas no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) – Parque Municipal da Água Santa – avenida João Pinheiro, 5, Centro -, até o dia 28. O livro e o roteiro serão disponibilizados no ato da inscrição.

O artista

Paulo Betti, atualmente no elenco da novela da Rede Globo Órfãos da Terra, nasceu em Rafard, interior de São Paulo, em 1952. Com 40 anos de profissão, atuou em inúmeros filmes (entre eles: Lamarca, Infância, Ed Mort, Doida Demais e A Mulher Invisível), novelas e seriados (Império, A Vida da Gente, Os Imigrantes, Os Maias, Tieta, Engraçadinha, Pedra Sobre Pedra e Comédias da Vida Privada), além de peças teatrais (Deus da Carnificina, O Doente Imaginário, O Processo, O Boca de Ouro, Viagem a Forli e Do Fundo do Lago Escuro).

Graduado pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (USP), em 1975, Betti foi professor da Escola de Arte Dramática da Universidade de Campinas (Unicamp), entre 1977 e 1984; presidente e um dos fundadores da Associação Cultural Casa da Gávea, no Rio de Janeiro, de 1993 a 2014; e presidente do Instituto Cultural Vila Leão, em São Paulo, durante três anos. Em 1993, ganhou uma bolsa de estudos, Distinguished Artist Fellowship Fulbright, durante um ano em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e estudou cinema documental na New York University, com o professor George Stoney.

Ao longa de sua carreira, Paulo Betti recebeu diversos prêmios como ator e diretor. Entre eles: Kikito de Melhor Ator Coadjuvante, em Infância; Prêmio Especial no Festival de Gramado, junto com a atriz Eliane Giardini, em 2017, por A Fera na Selva; 17 prêmios e cinco Kikitos, por Cafundó. E ainda:

– Melhor Diretor São Paulo Governador do Estado, por duas vezes (Na Carreira do Divino e Feliz Ano Velho);

– Melhor Ator São Paulo Governador do Estado, em 1971 (O Pagador de Promessas);

– Melhor Diretor Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), por três vezes;

– Melhor Diretor Mambembe, São Paulo, por três vezes (Cerimônia para Um Negro Assassinado, Na Carreira do Divino e Feliz Ano Velho);

– Prêmio Apetesp Melhor Diretor e Melhor Iluminador (Feliz Ano Velho);

– Melhor Ator Shell, Rio de Janeiro, em 1993 (A Fera na Selva);

– Cinema Prêmio de Melhor Ator Cidade de São Paulo, em 1993 (Lamarca); e

– Prêmio Moliere de Melhor Diretor Teatral de São Paulo, por duas vezes, em 1979 e 1984 (Na Carreira do Divino e Feliz Ano Velho).

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