PCdoB 93 anos: um brinde à democracia, à liberdade e por um país verde amarelo

por José Norberto de Jesus

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Antes de descrever o momento crítico que ora passa o país, o dia recomenta uma salva de palmas a um Partido que tem sofrido e sobreviveu a todas as adversidades políticas durante esse tempo lutas e resistência. O mais antigo partido da história do Brasil, o PCdoB,  está completando 93 anos de existência, marcado pela defesa da liberdade, da democracia, dos interesses dos trabalhadores e trabalhadoras, da juventude, das mulheres e de outros setores que quase nunca tiveram voz e vez em nossa sociedade. Para nós motivo de muito orgulho.”

Para onde vamos?

O momento político por que passa o país é para lá de preocupante e doloroso. Senão vejamos, o quadro em que se encontra o Governo Dilma. De fevereiro para cá, o Brasil vive momentos de retração política e econômica. Cresce as manifestações que culminam com o 15 de março, mudando a tônica da política. A voz da rua fortalece a ideia de que o ´terceiro turno´ ainda não foi resolvido, como se resultado das eleições de outubro último não bastassem. O que para muitos não se deram por satisfeitos, a ponto de instaurar um clima de perturbação com o apoio da mídia oportunista. Fato que alimenta ainda mais a instabilidade política e econômica do país.

Com isto, a voz das ruas cobra ações imediatas, o Congresso ganha força e se investe contra a presidente. Ela, por sua vez, acuada numa rede de corrupção sem precedentes na história deste país e sem controle, cede espaço para os movimentos emergentes. Tal situação leva-a perder espaço para as forças conservadoras neoliberais que se organizam, aglutinam e manipulam partidários (a chamada massa de manobra) no enfrentamento com a esquerda sem uma bandeira clara de seus interesses, deixando de lado a disputa no campo das ideias.

 Com a presidente Dilma isolada e sem o apoio da base aliada, o governo se vê refém das manobras da “direita”, que se aproveita da turbulência em que se encontra um Congresso tendencioso, que busca se beneficiar desta falta de entendimento político, para impor através de tomada de decisões sem critérios e ampla discussões, promover o retrocesso ao país, ao aprovar medidas conservadoras e reacionárias.

Sem saber ainda o que pode vir do momento Petrobras, o país navega num curso político instável, perigoso e indefinido. Ou seja, navega à deriva numa rota incerta, sem saber para que lado tocar. Dentro deste cenário, e segundo análises de críticos, contando somente com uma parcela do PT e o partido do PCdoB buscam alternativas para contrapor as investidas do Congresso, de modo que esta aproximação do PT com o governo evite trazer o ex-presidente Lula para a Discussão, quando o objetivo claro da direita é sangrar Dilma com o objetivo de atingir Lula, ao forçar a sua vinda para o centro do embate político e dessa forma arrematar a fatura. Ou seja, ao fritar a Dilma e arrastar o Lula para o debate, a direita extremista incendeia a sua expectativa e esperança política para 2018, pois se queimará junto com a presidente e, com essa derrota dos dois, finalizar um ciclo de governo hegemônico do PT.

 Hora de reagir

A saída é sair em defesa do Brasil. Criar ações que visem o fortalecimento da Dilma através de uma ampla frente dos movimentos progressistas, se faz necessário. Afinal, o PRÉ-SAL é nosso e o Brasil é dos brasileiros e não uma propriedade da direita oportunista, que apoiam a entrada de empresas para nos dizer como administrar o nosso bem mais valioso que eles não suportam a ideia de vê-lo repartido entre brasileiros e eles de fora. Ou seja, frente a esse quadro de   pressão internacional, urge a necessidade vital de uma intervenção sobre o crescimento da economia e de uma política agressiva, que retraia a recessão dessa crise em que colocou o país em uma estagnação econômica, contrapondo os grupos dominantes neoliberais, que criam movimentos para sustentarem seus próprios interesses.

Enfim, um bloco de resistência capaz de anular estas ações direitistas e que mostre os próximos passos a seguir e identifique uma ação propositiva capaz de frear os desatinos do Congresso capitaneado pelo presidente do Congresso, Eduardo Campos, que vem aprovando as propostas contrárias ao avanço político do país, que incidirão num retrocesso político com danos imensuráveis em um futuro próximo, por falta de diálogo e de afastamento das relações entre o Governo e o Congresso.

 

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