Pelo Dia da Mulher: Fobias da Ortodoxia Masculina

Por Veladimir Romano

Muitas são as notícias em todo o mundo e, durante tempo demais, sobre violência doméstica, violência oral sobre mulher, violência sexual, traficância selvagem e prostituição para enriquecer elites marginais tantas vezes protegidas na lei de governos. O mundo parece não encher a barriga de tanta animalidade sobre o sexo feminino, encarado de irracionalidade, após irracionalidade do já nem valer mais a pena aprofundar sabendo todos nós da quantidade de hipocrisia que tribunais, instituições, ministérios, vivem faz anos sobre o mesmo problema.
 
Já tanto se escreveu, falando especialistas de toda a ordem e cada vez mais mulheres no poder; a sensação de impunidade e nada ser feito sobre uma profunda tragédia mexendo com a existência da dignidade e princípios da mais alta formação humana, não fica claro das efetivas razões dos porquês da continuação duma situação que na nossa observação na melhor das consciências, parece não encontrar solução séria, honesta, reciclando a transparência que anda fazendo falta.

Falar mais para quê…? Dia Internacional da Mulher devia entrar nas agendas de políticos, religiões e apelos a-diário por toda a galáxia até o feroz masculino compreender da sua ortodoxia se tem ou não tem fobia. Não precisamos de mais números nem exemplos estatísticos ou taxas, mas de ação civilizadora, ética acima da moral e elevar a mulher ao seu lugar… Estamos no século XXI onde não devia haver lugar ao atraso, desprezo pelo próximo ou sintonia apenas com base na semântica. A MULHER, é urgente, precisa do seu lugar e o respeito aqui, nunca deve ser demais… ponto!


FLORES DA FAVELA

Cada raio matinal lembrava ponteiros do relógio
dirigidos ao céu…  Sobrava madrugada no horizonte…
Levantou-se um outro dia sem estação nem sol
Que podia ser terra doce que minha alma sentisse.

Do mais azul-celeste era tempo de transparências
ao largo do mundo quando o ruidoso matinal
gritava sons verbais da essência viva: assim fosse.

Contudo; do alto da colina, estendidas no chão cru,
brilhavam flores na favela, iluminadas pelo sol
dessa mesma manhã banhada a vento e solidão.

Flores que levam nomes de mulher em escala maior
duma vida que nunca sabe como acaba, não enchesse
a terra de sangue confundida na seiva duma mão.

O velho senhor das ortodoxias masculinas, feito ébrio invasor
transtornado em vendedor de paixões, engana com nobres
palavras o vício protegido vindos de paraísos desconhecidos.

Nas ruas sujas, de todo iluminadas na candura matinal,
o perfume continua abundante mas apenas da Favela
por onde o delirante senhor impõe sintomas distorcidos.

Hoje, já não mais serão escutados gritos horrorizados
como animais sofrendo maldição em escrita sagrada
na lapela de qualquer página da folha simples duma bíblia.

São medonhos queixumes em tudo brutalizados
do nada servindo sentimentos machos eternamente
garantidos pela banca feita tribunal na sombra.

Há que repensar as falhas deste maldito negócio a manter
quando uma mulher não sabendo dos porquês
de tantos porquês, não encontra lógica, sofrendo
em rescaldo sobre o homem gastando seu ócio de bater…

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