Pelo diagrama de Zorba…

Por Veladimir Romano
O pano caiu em Atenas e o processo idealizado pelos gregos da longitude dos tempos da Antiguidade, venceu com a democracia, ainda que muitos cachorros raivosos tivessem saído no caminho procurando criar instabilidade.Venceu quem já avisava semanas anteriores sobre o gigantesco buraco no qual caiu a sociedade grega e, por arrasto, toda uma Europa feita frangalhos, crescendo em penúria, criando cada vez maiores diferenças sociais, discriminação absurda, desentendimento claro de como o método de capitais, exploração de bolsa, especuladores montados na economia ilícita, fugas financeiras, foram criando o teatro horrorífico em qual mergulhou uma civilização, tudo pela causa duns quantos viciados no domínio materialista.O efeito e a tentativa de criação marcada na sabotagem, começou logo quando o novo governo helénico juntou sua guarda, anunciando o projeto de recuperação: a bolsa grega caiu 12%, aumentando os juros sobre a brutal dívida (176% do PIB) de 340 bilhões de euros em mais de 10%, sofrendo os bancos nacionais quebras de 26% de reserva-divisa. Um país que já sofre de sangria com uma juventude na casa dos mais de 350 mil, emigrados (o desemprego jovem atingiu 56%), 5 mil cientistas abandonaram a Grécia.

Nada vai ser fácil para os gregos com os “democratas” europeus em absoluto manifesto de pânico, estado histérico, acordando demasiado
tarde a um fenômeno de todo natural; como resultado exato de políticas derrotistas, destrutivas, animalizadas e desumanas, aplicadas por gente inconsciente, tão perversa quanto Hitler o foi, agora que a Humanidade usa da memória por causa do Holocausto nazi. Bem se reflete, mas não se aprende.

Nos dias recentes, tudo parece passar pelo diagrama de Zorba, o herói anti-alemão na obra escrita do autor Nikos Kazantzakis (1883-1957), novela editada em 1946, onde conta da luta antifascista dos nacionalistas gregos pela libertação da Macedónia. Mais real não podia ser este presente conturbado, qual futuro obscurecido pelas forças de alguém habituado a dominar tudo e todos sem que o mundo soubesse. A crise, tem servido para isso mesmo: clarificar transparências que não têm existido na sociedade, vivente, acumuladora de fantasias, mentiras e grupos econômicos manipuladores da vida humana, terroristas financeiros, fabricantes de corrupções astronômicas.Pela razão desse diagrama de Zorba, da Europa empenhada num sonho de outros filósofos da bondade e humanismo, como Jean Monnet, pai da ideia do grande mercado europeu sem fronteiras nem barreiras, unidos pelo mesmo sentido, aparece agora dominado em desarme por uns quantos arruaceiros da política impura, ameaçando uma civilização berço, um povo milenar, enquanto se assiste à queda do sistema carunchoso dum capitalismo repleto de venenos.
Argumentos mencionados pelo primeiro-ministro grego, como: “firmeza”, “luta contra a corrupção”, “devolver dignidade ao povo grego”, “aumento de salário baixos”, “recuperação do sistema de saúde” (quase 4 milhões de gregos perderam direitos de assistência médica, desde que o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, aplicaram termos da austeridade); entre outras medidas carregadas de lógica e justiça, prometem luta dura e frontal contra uma Europa pedindo mudanças profundas, na qual mais uma vez na História, a Grécia aparece (ainda que defeitos não faltem), levantando a bandeira duma longa virtude: a da resistência humana contra tudo o que vão fazendo outros seres, os tais selvagens do conceito fabricando maiores misérias, quando a moral e o bom senso fica nas mãos do lado mais besta da ignorância.

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