Projeto Máscara para Todos reúne mais de 40 costureiras de Brumadinho

Grupo vai produzir 30 mil máscaras de tecido até o fim do mês para trabalhadores da Vale na região

Com a crescente demanda por máscaras de pano reutilizáveis no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, a Vale, o Instituto Yara Tupynambá e a Associação Talentos Regionais se uniram no Projeto Máscara para Todos. Mais de 40 costureiras de Brumadinho inscreveram-se e estão participando da iniciativa. O grupo vai produzir, até o final de maio, 30 mil máscaras para serem utilizadas, inicialmente, pelos empregados próprios e terceirizados da Vale que estão trabalhando em campo. A primeira remessa foi entregue no início da semana, com mais de três mil máscaras.

Além da geração de renda para as costureiras locais, o projeto também vai ajudá-las a sair da informalidade, por meio de consultoria técnica e jurídica para a formalização de MEI (Microempreendedor Individual). A iniciativa inclui, ainda, consultoria em design de moda para aperfeiçoamento de técnicas de costura, gestão de qualidade, armazenamento, estoque e logística. A Associação Talentos Regionais, responsável pela seleção e acompanhamento do processo produtivo, receberá recursos para investir nos projetos desenvolvidos, como a capacitação profissional de suas integrantes, aquisição de equipamentos para as oficinas e contratação de mais profissionais.

Fornecedores locais

Além de Brumadinho, a Vale contratou 15 fornecedores em sete municípios no Estado de Minas Gerais, para produção de mais de 784 mil máscaras de tecido. A companhia buscou projetos sociais, associações e pequenas confecções, além de fábricas de uniforme, para a compra destes produtos, como forma de apoiar a economia nos locais onde está presente. O investimento soma R$ 3 milhões.

O Instituto Igualdade, Transformação e Inovação Social (ITI), em Itabira, foi uma das entidades contratadas para a confecção de 25.500 máscaras. De acordo com Ronaldo Silvestre, fundador do instituto, 37 mulheres estão envolvidas no trabalho. “A solidariedade precisa estar vinculada ao desenvolvimento social e sustentável da cidade. Essa ação é uma oportunidade para essas mulheres terem um trabalho digno e remunerado para o sustento de suas famílias neste momento de dificuldade. Elas também estão aperfeiçoando técnicas de costura para estarem aptas a assumir vagas em fábricas e confecções quando a pandemia de Covid-19 passar”, conta Silvestre.

Confecção de máscaras é oportunidade de trabalho remunerado para grupo de mulheres em Itabira

Prevenção

A Vale instituiu, em abril, a obrigatoriedade do uso de máscaras em todas as suas operações. De acordo com Daniel Penna, médico e gerente de Saúde Ocupacional da Vale, a utilização do produto é necessária para mitigar a disseminação de Covid-19. “Apesar de não ser considerada Equipamento de Proteção Individual (EPI), a máscara de tecido é mais uma barreira de proteção contra o novo coronavírus. Dentro das nossas unidades, essa medida se junta a outros controles já existentes para o enfrentamento da doença, como a realização de triagem nas portarias com uso de câmeras termográficas, aplicação de checklist diário de saúde, reforço dos protocolos de limpeza e desinfecção de ambientes e equipamentos, adoção de efetivo mínimo nas operações e o estabelecimento de regras de distanciamento social, dentre outras ações”.

Ainda segundo Penna, os empregados próprios e terceirizados receberam kits de máscaras de tecidos com instruções de uso e higienização. “A quantidade foi definida com base na troca da máscara a cada duas horas e considerando também o tempo de lavagem e secagem do produto para novo uso”.

A Vale cumpre todos os protocolos exigidos pelo Ministério da Saúde e reforça o seu compromisso com a segurança de seus empregados e comunidades.

comentários