Quando o Serviço Secreto leva com Tribunal

Por Veladimir Romano

Várias organizações internacionais tomaram coragem, juntando documentação original, bateram na porta do Tribunal Internacional de Haia. Na evidência, o ato; declarado assunto de “guerra” contra uma das agências mais secretas insaciáveis e perturbadoras do nosso planeta: a NSA (Agência Nacional de Segurança); norte-americana, como não podia deixar de ser.

Das organizações reclamando, consta a própria Wikipedia, Humans Rights Watch, Amnistia Internacional e mais nove instituições humanitárias reclamando igualmente contra o Departamento de Justiça norte-americano pelas falhas sobre processos onde abusos incontrolados da famosa agência, sendo denunciada, nunca tribunais norte-americanos procuraram aplicar suas razões jurídicas.

Da grossa coletânea de acusações (vindo desde 2013), quando o informático Edward Snowden, denunciou extrapolações das agências secretas sobre a liberdade dos cidadãos, associações humanitárias, colocando prejuízos na própria informação da Wikipedia, reduzindo a condição independente, individual; poder informativo universal que hoje, a Wikipedia, representa no âmbito universal… criou esta instituição secreta reserva embaraçosa contra poderes da própria liberdade.

Múltiplas são as tentações das agências secretas determinando a tipologia dos sistemas de informação, mantendo variantes impulsivas do direito à espionagem, chantagem sobre pessoas usando libertinagem sem fronteiras, anti-cidadania, neste particular, estabelecendo deliberado processo de espionagem mundial num direito abusivo, descontrolado, ações contaminadas pelos vícios do passado.

Hoje, com sociedades discutindo “democracia”; tudo parece aberto num mundo mais acessível a todos; daqui, a ideia, seria pelo menos existir uma maior confiança entre povos, maior amizade, aspectos solidários de permanência entre governos e sistemas, partindo deste princípio da ligação democrática ser ela o bem adquirido cuidando da porta futurista de um planeta mais equilibrado, não a manutenção dos processos desconfiados, tensões, controle desgovernado dessa espionagem sobre pessoas, administrações ou chefias vomitando esquemas ao desmando da sociedade humana preenchida de contornos aventureiros.

A recente denúncia da revista “Der Spiegel” (O Espelho); sobre espionagem dos serviços secretos alemães na companhia europeia da indústria aeronáutica:
“Airbus”, onde a própria Alemanha tem responsabilidades de parceria com a França. A chanceler alemã Angela Merkel, sabia do assunto desde 2008. Se isto, verdadeiramente não é um grande e vergonhoso escândalo favorecendo americanos; então será o quê… a loucura do mundo procurando do seu Apocalipse?

Todo este instante, algures longe no tempo quando Fernando Henrique Cardoso, através do seu ministro das Relações Exteriores: Celso Lafer, autorizavam a instalação (assunto negociado entre 1999-2003) em solo brasileiro do escritório dos serviços secretos norte-americanos. Razões preocupantes na época despertaram no manifesto do deputado federal do PT-SP; Eduardo Greenhalgh, que logo fez recomenda de apresentação no STF, contra o então presidente e respectivo ministro das relações internacionais, apelando este deputado ao artigo número 49, da Constituição; porém, nada servindo… os norte-americanos, ganham sempre.

Hoje sabemos melhor das causas sobre a recente espionagem dos serviços norte-americanos respeitantes à presidência brasileira. Lula, quando ocupou o mesmo lugar, acabou com a mordomia dos sujeitos dominantes, manipuladores da liberdade e da democracia. Com isso, o medo dessas agências do canto da verdade, tanto com isso, desejando morte ao jornalista australiano Julian Assange, retido em Londres na embaixada do Equador, morte ao técnico informático Edward Snowden, retido na Rússia e do militar fuzileiro: Chelsea Manning, denunciador das práticas ilegais dos serviços secretos americanos nas guerras e conflitos mundiais.

Ficou a descoberto que quem manda, nunca é o inquilino da Casa Branca, mas o Pentágono, pouco ou nada preocupados quanto aos processos sejam de origem democrática, tenham ou não realidades com a liberdade dos povos, a tão badalada “democracia”. A questão, andará sempre pela mesma bitola.

A recente homenagem e a inauguração da estátua numa das praças da cidade (capital) alemã (Berlim), lembrando as três figuras corajosas desejando um mundo limpo, sem parada de criminosos secretos, projetando nos bastidores jogos perigosos, tóxicos, realizando caprichos dos grupos poderosos do capital dominante, poderá receber agora acalento supremo, caso o Tribunal Internacional dos Direitos do Homem, tenha também essa idêntica bravura, quando o ânimo dos denunciantes, não está faltando, muito menos falhando.

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