No silêncio da madrugada

Por Mauro Andrade Moura

​Igreja da Saúde, 6 horas de alguma manhã de inverno.

O silêncio da madrugada queria ser profundo,

ele bem que tenta sobrepor

a todo o furor

desta esquina pulsante.

 

O ronronar do ônibus,

a pressa da motocicleta,

os caminhantes falantes.

Todos perturbantes do sonhado silêncio.

 

A lua,

recôndita,

cuida de suas fases silenciosamente.

 

5:45 – o automóvel dispara em marcha-a-ré

o despertar que não se quer.

Silenciosamente, a poeira negra do minério deita-se sobre nós.

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