Uma Bolívia junto ao mar…

Por Veladimir Romano

 

A discussão anda em alta: chegou de forma desnecessária nas instâncias do Tribunal Internacional, na Holanda, pela falta de entendimento entre nações irmãs, as interessadas. Mas, pior, o Centro Universitário de Santiago do Chile, publicou recente estudo de sondagem onde chilenos na margem dos 54%, achando que seu país nada deve dar de volta à Bolívia.

 

O diálogo que hoje tanta falta vai fazendo, manifesta ausências arriscadas quando os políticos e líderes não chegam aos resultados positivos pela ordem da razão. O continente sul-americano anda sofrendo alterações em escala rápida, esquecendo possíveis tensões territoriais de fronteira e, de repente, entra a notícia mobilizando três países. Por menos, outras nações entraram no conflito armado.


O triste espetáculo dos últimos tempos patrocinado pelo Chile, Peru e pela Bolívia; discussão causada pela demanda (muito legítima) da Bolívia na reposição da sua fronteira marítima (uma vez território) em outras épocas de séculos atrás; perdida essa vantagem a favor do Peru e do Chile no conflito de 1879 a 1883, “Guerra do Pacífico”; hoje, na continuidade dessa exigência, a Bolívia sai perdendo o equivalente a 11 bilhões de reais ano em exportação dos seus produtos por não possuir uma costa marítima acessível aonde cheguem embarcações marítimas. 

Assim, o desentendimento fronteiriço entre as duas nações andinas estão colocando muita pressão na diplomacia dos três lados (deu entrada judicial a 24 de abril de 2012), tendo já a Organização dos Estados Americanos (OEA), manifestado sua aberta intenção pelos direitos da Bolívia, bem como a secretaria geral das Nações Unidas vem apoiando essa mesma necessidade boliviana. 

Segundo o projeto oferecendo a recuperação da costa, apenas serão necessários 50 km ao longo da futura fronteira e, outros 17, partindo do interior boliviano até ao litoral marítimo, cobrindo desde a região de Charanha (Bolívia) até Arica (Chile); alimentando desta maneira novos investimentos pela produção agrícola até nas industrias transformadoras locais onde a iniciativa do Estado está sendo aplicada com enorme sucesso na criação de cooperativas agroindustriais sustentáveis através de produtos limpos. Seja: sem interferência de pesticidas e outros tóxicos, com novas dinâmicas como nunca esta nação viu. 

O governo boliviano e o seu departamento de saúde pública vem tomando medidas decisivas contra multinacionais que interferem demais com as economias locais, prejudicando o seu desenvolvimento, envenenando consumidores com açúcares excessivos e artificiais aplicados na confeção dos refrigerantes, enquanto aditivos vão colocando doenças graves, obesidade e diabete prematura em jovens consumidores mais crianças indefesas sem esclarecimento prévio sobre efeitos colaterais do consumo regular desses produtos, estão colaborando nos défices da saúde. 

A luta está pela recuperação dos valores alimentares tradicionais, enquanto a tão esperada porta se saída ao mar, vai criando novo calendário político, lamentavelmente em busca de justiça a milhares de quilómetros na capital holandesa onde tribunais e juízes procuram a base do bom senso entre três estados independentes, fronteiriços e da mesma família latino-americana.Deveriam esses políticos, governos e responsáveis nacionais, advertir a própria mente pela lei das capacidades em solucionar seus assuntos de interesse geral, com dignidade, inteligência, realismo, obedecendo aos valores históricos que enriquecem estas nações, sabendo resolver seus diferendos, ajudando, apoiando-se mutuamente, pelo melhor bom sentido, civilização transparente e, melhor de tudo, na conquista do progresso, dando caminho à paz entre povos, ratificando a invasão chilena à velha Antofagasta, sem esquecer que desde 1950, existem demandas e conversações a favor de uma contenda favorável, útil por causas humanitárias.

O Tribunal Internacional de Justiça, demandou para um prazo de dez meses à Bolívia um caderno de argumentos contra o Chile sobre este litígio marítimo; um entendimento global exigido pelo TIJ de Haia, ao qual já se manifestaram os presidentes chileno: Sebastián Piñera e o peruano: Olianta Humala, de forma positiva, prometendo respeitar qualquer acordo, seja qual for: sim, veremos!Contudo, importante será também ficar de olho vivo nesta posição dos responsáveis políticos, fazendo nós muita fé que assim seja a contento de todos uma nota do mais alto teor humano a todos, incluindo instituições, a melhor solução oferecendo à Bolívia uma saída marítima, a bem da economia e do progresso dos povos andinos.

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