Uma Copa por ano

Por Mauro Andrade Moura

Quando o Brasil foi aprovado para sede da Copa de Futebol de 2014, fui totalmente contra.

Contra os altos gastos de dinheiro com a construção e reformas dos estádios de futebol. Contra a real possibilidade da corrupção costumeira que sempre graceja pelo Brasil de antanho e do momento. Contra o desuso que a maioria destes estádios terão após esta Copa e contra que só uns poucos, abonados como os alemães, terão condições de pagar ingressos com valores mínimos de R$250,oo (este era o valor inicial determinado pela famigerada FIFA).

Além das obras dos estádios, havia esquecido-me de que os entornos dos mesmos também teriam de sofrer intervenções urbanísticas, os aeroportos aumentados para receber os turistas, além de financiamentos públicos por meio de isenção de impostos e direto para a construção de hotéis nas cidades sedes.

Pois, com uma Copa desta por ano, lendo todas estas notícias de gastos do dinheiro público para atender a FIFA e aos turistas, cheguei a uma prosaica conclusão que assim e com a conclusão das obras iniciais que estão sendo executadas não para atender os brasileiros, começariam a melhorar a infraestrutura do restante do país.

Sim, se os turistas estrangeiros têm todo o direito de serem bem recebidos por nós, com o avanço destas obras para acolhermos uma Copa por ano, passaríamos a atender melhor a nós mesmos e tudo em ritmo acelerado como vem ocorrendo com as obras da Copa 2014.

Assim teríamos uma nova BR 381 ligando Itabira/Vale do Aço à Belo Horizonte, hospitais e pronto-socorros com atendimento fácil, ônibus urbanos e rodoviários com melhor qualidade e mais novos e tudo sem termos de ficar implorando aos indolentes administradores públicos, os quais votamos neles de dois em dois anos.

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