Vai um rolezinho aí?

Por José Norberto

norbertoMídia da capital dá grande destaque para o rolezinho, que não aconteceu no shopping, esquecendo-se que esse falso fracasso pode ser apenas uma estratégia dos organizadores. Haja vista, que movimentos em outras áreas da região, a exemplo do Parque Municipal, reuniram algo em torno de 300 jovens que brindaram o domingo de muito som, dança e muito bate-papo, deixando o local bastante movimento, sem que não houvesse registro de ocorrências.

 É bom que as autoridades jurídicas, militares, civis e nossos governantes, em todos os níveis percebam o que há por trás desses encontros, que substituem os inocentes piqueniques para algo mais inquiridor. A troca de sanduíches, refrigerantes, entre outras guloseimas e brincadeiras inocentes acompanhadas pelos pais ou mais velhos, foram substituídas pelos namoros mais afoitos da juventude, ao som do hino do Titãs: 

–  “A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte”.

 O recado está dado. Uns correm para dizer que o movimento não é político, que se trata de encontros sem maldade, e que estão a reclamar espaços para a juventude se divertir. Será que é só isso mesmo? A exemplo dos arrastões passados, todo e qualquer movimento, tem o caráter político e  reivindicador.. aonde reúne mais de uma pessoa em espaço público sempre há um motivo, por mais banal que possa se apresentar, tem um sentido.

 Que sirva, pois, para que a lâmpada da apreensão seja ligada. Que nossos representantes em escala maior se coloquem apostos não para reprimir com  enfrentamentos que coloquem em risco a vida, em vez apresentar respostas mais eficazes. Tenho dito

comentários