Após Renda Brasil, Bolsonaro autoriza a criação de novo programa social

O relator da PEC do Pacto Federativo e do Orçamento se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira

A proposta do governo federal de criar o projeto Renda Brasil vai “ressuscitar”. Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quarta-feira (16), o relator da PEC do Pacto Federativo e do Orçamento, senador Márcio Bittar (MDB-AC), disse que foi autorizado pelo chefe do Palácio do Planalto a incluir no Orçamento a criação de um programa social. De acordo com ele, a ideia é apresentar esse novo texto até a semana que vem.

O senador não soube dizer de onde viria o dinheiro para bancar esse novo projeto social. Segundo ele, estudos estão sendo feitos e já ocorreram, nos últimos dias, conversas com o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, que apresentou a ideia de um programa voltado para recuperação, que tem portas de saída e incentivo para pessoas buscarem vagas de trabalho.

Bittar ressaltou que, anteriormente, foi “muita especulação” que “atrapalhou uma ideia que é boa”.

“O presidente me autorizou. Não adianta agora especular o que vai tirar, onde vai cortar, mas eu estou autorizado pelo presidente, ele me deu um sinal verde, e a partir de agora eu vou começar a conversar com os líderes de governo no Congresso, conversar com a equipe econômica. Mas a ideia é apresentar, na semana que vem, um relatório que tenha as PECs e a criação desse programa que é fundamental para 20 milhões de brasileiros possam passar o Natal tranquilos”, afirmou o senador.

Na última terça-feira (15), Bolsonaro disse que o governo estava proibido de falar sobre Renda Brasil e que o Executivo iria continuar com o programa Bolsa Família. “Para encerrar: até 2022, o meu governo está proibido falar a palavra (sic) Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, afirmou.

O presidente tratou do assunto para rebater o noticiário que apontava que o Ministério da Economia estudava desvincular do reajuste do salário mínimo a benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, e até mesmo congelá-los por dois anos para direcionar o dinheiro para o Renda Brasil. Esse projeto seria uma reformulação do programa Bolsa Família, criado na gestão do ex-presidente Lula (PT).

Extremamente irritado, Bolsonaro afirmou que alguém da equipe econômica pode ter falado sobre essa possibilidade, mas que por parte do governo federal “jamais” iria se congelar salário de aposentados ou reduzir auxílio para pessoas com deficiência para “qualquer coisa que seja”. Essa possibilidade foi ventilada pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, em entrevista ao G1.

“Eu já disse, há algumas semanas, que jamais vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, por ventura, vier propor uma medida como essa, eu só posso dar cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração e de entendimento de como vivem os aposentados do país”, disparou.

 

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