Estudantes são presos por traficarem drogas dentro de universidade em Minas

Ação do MPMG prendeu 21 pessoas em quatro cidades nesta quinta-feira (1); entre os detidos, há ainda menores de idade, e um filho de um capitão da PM

Foto: MPMG/Divulgação

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou na manhã desta quinta-feira (1) a “Operação Thunderbolt”, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, 21 de prisão temporária e dois de internação de menores por envolvimento no tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Os crimes envolvem as cidades de Formiga, Tiros, Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. Prisões ocorreram em todos os municípios.

Conforme o órgão, a investigação durou sete meses e dois dos suspeitos foram “presos em flagrante durante a operação” e, a maior parte dos detidos, “foi presa nesta quinta”. O MPMG não soube precisar quando os primeiros acusados foram presos.

Entre as pessoas encarceradas, estão “alunos que vendiam droga dentro da Faculdade Unifor, em Formiga”, conforme nota de divulgação emitida pelo órgão. Procurada, a instituição de ensino ainda não se manifestou.

O Ministério Público de Minas Gerais fica localizado na avenida Álvares Cabral, no Lourdes, em Belo Horizonte. Foto: MPMG/divulgação

Conforme uma fonte ligada a um dos presos, que preferiu não se identificar, um dos homens envolvidos é filho de um capitão da Polícia Militar (PM).

O informante disse, também, que um helicóptero sobrevoou a cidade de Formiga pela manhã. O MPMG ainda não confirmou a informação, após ser questionado pela reporatagem.

Durante as diligências, foram apreendidos papelotes de “cocaína estrela”, droga de “alto poder alucinógeno”, segundo o MPMG, que era trazida de Campo Belo para Formiga – cidades que ficam a 59 Km de distância.

Um veículo foi comprado com dinheiro do tráfico, de acordo com as investigações, mas não foi apreendido. “Será lançado impedimento em um veículo adquirido”, afirma o MPMG. Na ação, foram empenhados 84 policiais militares, 51 policiais civis e 16 policiais penais.

O TEMPO

comentários