Leitos de UTI quase dobram no Estado para combate à pandemia de Covid-19 em MG

Secretário de Saúde defende que leitos permanecem como legado do Estado para o combate à doença; número de leitos de UTI pulou de 2.072 para, pelo menos, 3.900

A capacidade de assistência de hospitais ligados à rede de saúde do Estado praticamente dobrou no decorrer destes seis primeiros meses da pandemia do novo coronavírus em Minas Gerais e, apesar de não haver sinalização para redução expressiva de casos da doença, já se fala em um legado deixado pelo plano de contingência para o sistema público de saúde. Em entrevista na tarde dessa quarta-feira (16), o secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral declarou que a quantidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por pouco não multiplicou-se por dois no Estado – antes da pandemia, eram 2.072 leitos de UTI em Minas Gerais, número que hoje ultrapassa 3.900.

“A ampliação de leitos que nós tivemos foi muito significativa e feita com objetivo principal de que nós não tivéssemos desassistência no Estado para aqueles mineiros que eventualmente se contaminassem com a Covid-19 e requeressem um atendimento mais especializado para tratamento. Felizmente, nós conseguimos”, detalhou. Segundo estatística da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a demanda por leitos de UTI em Minas Gerais não chegou a ser superior à quantidade dos disponíveis. “O máximo que tivemos de demanda foi de 2.766, ou seja, conseguimos dar assistência a todos os mineiros que precisaram”, afirma.

O projeto de contingenciamento da pandemia de Covid-19 no Estado determinou, além da criação de leitos, o fomento à contratação de recursos humanos que também são necessários. De acordo com secretário, foi necessário um equilíbrio entre demandas materiais ligadas às estruturas físicas dos hospitais e a necessidade de trabalhadores que apoiassem o combate à nova doença. “É importante lembrar que cada leito prevê não apenas os ventiladores, mas demandamos também uma estrutura física composta por camas, bombas de infusão e monitores. Não basta também ter o recurso financeiro apenas, é necessário ter tempo para formação de recursos humanos”.

Frente a passagem do pico esperado para a infecção, ele considera que estes leitos restam como legados para o próprio Estado e para a população. Entretanto, apesar desta aparente tranquilidade, o secretário destaca que é importante manter em mente que outras ondas da pandemia de coronavírus podem demandar atenção em Minas Gerais. “A ampliação feita pretende manter estes leitos, gostaríamos que todos os hospitais da rede permanecem estruturados no pós-pandemia. Nós estamos sob o risco de novas crises e desde o começo queríamos manter um legado com leitos de UTI que se mantivessem nos hospitais ao longo do tempo. Parece que estamos no caminho certo. Abrimos muitos leitos em hospitais que têm condições de manter atendimento após a pandemia”, conclui.

Cenário

Ainda em entrevista nesta tarde de quarta-feira, o secretário relembrou os indicadores mais recentes da pandemia de Covid-19 em Minas Gerais. Balanço epidemiológico publicado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) no período da manhã indica a existência de 258.595 casos acumulados de coronavírus – são aqueles contados desde o mês de março quando houve a confirmação do primeiro diagnóstico positivo para a doença. Apenas nas últimas 24 horas, a SES-MG declarou ter confirmado 2.989 novos casos da enfermidade, o que representa uma média de 124 casos por hora. Até esta quarta, 6.419 mineiros morreram vítimas do coronavírus.

OTempo

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